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Planos de saúde individuais terão alta recorde de até 15%, prevê banco

Luciana Cavalcante

Colaboração para o UOL, em Belém

12/01/2022 17h57

Os planos de saúde individuais terão reajuste de até 15% em 2022, prevê um relatório do banco BTG Pactual. Caso a estimativa seja confirmada, será o maior aumento dessa categoria de planos. Até hoje, o recorde foi em 2016, com 13,57%. No ano passado o reajuste foi negativo, de -8,19%. Ou seja, os planos ficaram mais baratos.

Os reajustes dos planos individuais precisam ser autorizados pela ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar), órgão que regula o setor.

Para chegar à previsão, o BTG analisou dados divulgados pela ANS, além de fatores como o aumento das despesas médicas, a inflação e ganhos de eficiência do setor.

De acordo com o relatório, as despesas médicas dos usuários de planos individuais aumentaram 21%, nos nove primeiros meses do ano passado, em comparação com o mesmo período de 2020.

"O reajuste negativo de 2021 refletiu uma utilização anormalmente baixa [dos planos] em 2020, quando muitos procedimentos eletivos foram adiados na primeira onda de covid-19 no Brasil. Por outro lado, como as despesas médicas dispararam em 2021, enquanto a base de vidas nos planos de saúdes individuais encolheu, esperamos um forte aumento de preço para o ciclo de 2022", informam os analistas do BTG.

O índice oficial, que ainda será divulgado pela ANS, deve começa a valer entre maio de 2022 e abril de 2023, no aniversário de contratação de cada plano.

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