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Sindicato: mais de mil chefes da Receita pedem exoneração; 80 saem amanhã

Os sindicalistas ainda vão se reunir com o ministro Paulo Guedes - Marcelo Camargo/Agência Brasil
Os sindicalistas ainda vão se reunir com o ministro Paulo Guedes Imagem: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Pedro Vilas Boas

Colaboração para o UOL

12/01/2022 14h48

Em protesto ao corte no orçamento deste ano, 80 chefes de divisão da Receita Federal em São Paulo formalizaram hoje a entrega dos seus cargos e terão suas exonerações publicadas no Diário Oficial da União amanhã. Segundo o presidente do sindicato que representa a categoria no estado, Paulo Oshiro, o número total passa de 1.200 pedidos no Brasil.

"Ainda vamos ter uma reunião hoje com os representantes da Receita Federal no resto do país, para também enviarem exonerações de chefes de divisão e delegados de seus estados", informou Paulo Oshiro ao UOL.

Também está prevista uma reunião hoje para as 15h com o superintendente da 8ª Região Fiscal, de São Paulo, José Roberto Mazarin. O ministro da Economia, Paulo Guedes, e o presidente do Sindifisco Nacional (Sindicato Nacional dos Auditores-Fiscais da Receita), Isac Falcão, se reúnem amanhã para discutir as reivindicações da categoria.

Corte no orçamento

Em nota divulgada em dezembro, o Sindifisco Nacional afirmou que a redução de cerca de R$ 1,2 bilhão na Receita será usada para custear aumento dos policiais.

"Na discussão da peça orçamentária de 2022 no Congresso Nacional, o assunto, que estava pacificado no âmbito do Executivo, sofreu inesperado revés, com a resistência do relator Hugo Leal em incluir os recursos necessários à regulamentação do bônus e a omissão do governo em fazer valer os compromissos assumidos com a Receita Federal", diz o texto do Sindifisco.

O sindicato alega que, do montante excluído do Orçamento para a Receita, mais de R$ 600 milhões seriam somente para a manutenção de sistemas eletrônicos do órgão.

Banco Central

Servidores do Banco Central também iniciaram processo de entrega de cargos e prometem paralisar atividades.

Representantes dos servidores participaram de reunião com o presidente do BC, Roberto Campos Neto, mas as conversas não avançaram.

O Sinal (Sindicato Nacional dos Funcionários do Banco Central) informou que aguarda, agora, uma nova reunião com Campos Neto, ainda em janeiro. Caso o presidente do BC não tenha propostas concretas na próxima reunião, o sindicato disse que passará a discutir uma greve em fevereiro. A paralisação prevista para o dia 18, das 10 horas às 12 horas, está mantida.

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