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Fiscal é presa suspeita de exigir R$ 15 mil para autorizar barraca em SP

Mulher foi detida dentro da subprefeitura da Lapa, em São Paulo - TV Bandeirantes/Reprodução
Mulher foi detida dentro da subprefeitura da Lapa, em São Paulo Imagem: TV Bandeirantes/Reprodução

Do UOL, em São Paulo

26/05/2022 20h22Atualizada em 26/05/2022 20h22

Uma fiscal, gerente de atendimento da subprefeitura da Lapa, na zona oeste de São Paulo, foi presa, na tarde de hoje, suspeita de extorquir um comerciante solicitando R$ 15 mil para permitir que a montagem de uma barraca de venda de cachorro-quente no bairro.

A profissional foi exonerada ainda hoje, segundo informou ao UOL a Prefeitura de São Paulo.

Segundo o vereador delegado Palumbo, em entrevista à TV Bandeirantes, a vítima do crime o teria abordado nas redes sociais para fazer a denúncia, alegando que a fiscal pediu R$ 15 mil em troca do benefício.

"Essa pessoa acabou nos procurando, relatando que não aguentava mais ser extorquida pelos fiscais da subprefeitura da Lapa. Hoje ele foi até a subprefeitura, onde pediram para ele R$ 15 mil. A fiscal ainda teve a cara de pau tremenda de falar 'olha, você me traz [o dinheiro] em um papel embrulhado para presente'", afirmou.

Após receber a propina no valor de R$ 1 mil (que seria tudo que o comerciante tinha) e guardar o dinheiro na gaveta da própria sala, a mulher recebeu voz de prisão. Segundo o vereador, após receber o dinheiro, a mulher teria dito: "ainda bem que chegou meu chocolatinho".

Após ser detida, a mulher foi levada para prestar depoimento no Departamento de Polícia de Proteção à Cidadania, no centro de São Paulo.

O UOL entrou em contato com a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo em busca de mais informações sobre o indiciamento, mas não recebeu retorno até o momento.

A subprefeitura da Lapa confirmou que a suspeita foi exonerada do cargo e foi submetida a processo administrativo.

"A Subprefeitura Lapa está à disposição da polícia para colaborar com as investigações e determinou a abertura de sindicância interna para apuração dos fatos. A Controladoria Geral do Município também acompanha as investigações. Ressaltamos que a gestão municipal não compactua com nenhum tipo de irregularidade", diz nota da prefeitura.

O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, falou, em entrevista no programa Brasil Urgente, que a punição sofrida pela mulher servirá de "exemplo" para que não se façam "coisas erradas" no órgão.

"Essa é a determinação da Prefeitura: fez coisa errada, exoneração na hora. Pedi para a Controladoria fazer uma apuração de se tem mais pessoas envolvidas. Não tem nenhum tipo de complacência com coisa errada", afirmou.