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Edu Lyra: a 'ideia' de erradicar pobreza na Terra antes de colonizar Marte

João Leão/UOL
Imagem: João Leão/UOL

Karan Novas

Colaboração para o UOL, em Cannes (França)

24/06/2022 19h15

Símbolo único da criatividade brasileira, mas também da dificuldade para solucionar problemas sociais básicos, a favela subiu hoje (24) ao palco do Cannes Lions, principal festival de criatividade do mundo.

E quem levou a favela ao palco foi Edu Lyra, CEO da Gerando Falcões, ecossistema de desenvolvimento social que busca transformar a vida de jovens, líderes e moradores das comunidades.

Lyra falou para um auditório lotado sobre sua história e, principalmente, seus objetivos de erradicar a pobreza nas favelas antes outros objetivos bilionários (e menos urgentes), como, por exemplo, colonizar Marte.

"Eu sou uma exceção. Minha história não é nada comum. A bolha que eu furei não é feita para ser furada. Dizem que, até 2050, Marte já estará colonizada. Imagine estradas, parques, áreas verdes e casas 3D construídas lá, enquanto as favelas aqui ainda não têm saneamento básico, escolas, oportunidades e dignidade. Se há ciência suficiente para nos levar a Marte, deve haver uma solução possível para o futuro", afirmou o executivo.

Três conselhos para novas gerações

Apresentado à audiência pelo também brasileiro Eco Moliterno, líder criativo da Accenture Song para a América Latina, parceiros do desenvolvimento de projetos especiais e amplificação das mensagens e alcance da Gerando Falcões, Lyra deu três conselhos sobre como as novas gerações devem ter um olhar atento à relação entre riqueza, economia e liderança:

  1. Não importa se você tem muito ou pouco dinheiro, se mora em Bangladesh ou Nova York. O único jeito de sobreviver é através da colaboração.
  2. Uma coisa é ser rico, outra é ser elite. Uma pessoa pode ser tão pobre que a única coisa que ela tem é... dinheiro. Ser elite gera liderança. Elite influencia e divide. O mundo precisa de menos pessoas ricas e mais pessoas da elite.
  3. Quem vai definir se sua geração se destaca ou falha é a minha geração. Você não vai ser só avaliado por seu patrimônio econômico.

Ao final, o CEO da Gerando Falcões aproveitou o ambiente do festival, formado por pessoas de diferentes setores da indústria criativa, para fazer uma provocação: "Trabalhe em conjunto para garantir que seja possível acabar com a pobreza os riscos da mudança climática antes de Marte ser colonizado. Só o poder das ideias pode salvar o meu futuro", disse.

Assista ao depoimento de Edu para o UOL para Marcas:

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