Dólar cai e Bolsa sobe após análise do mercado sobre ata do Copom

A ata do Copom (Comitê de Política Monetária) divulgada na manhã de hoje reforçou o compromisso do Banco Central com o combate à inflação e indicou a possibilidade de um novo aumento da taxa básica de juros na próxima reunião.

A sinalização de um próximo aumento da Selic já era esperada pelo mercado, mas teve impacto positivo no câmbio e na Bolsa de valores, com investidores reagindo à sinalização de uma política monetária mais rígida.

Dólar

Dólar comercial registra queda de 0,75% no fechamento do pregão. A moeda norte-americana encerrou o dia cotada a R$ 5,709. No mercado de turismo, utilizado por viajantes, a desvalorização foi de 0,89%, com a moeda fechando a R$ 5,924.

A ata do Copom reforça o compromisso com o controle da inflação. Para André Muller, economista-chefe da AZ Quest, o documento destaca um comitê focado em garantir que a inflação fique dentro da meta estabelecida. Ele avalia que o atual cenário apresenta riscos de superação das projeções inflacionárias, exigindo uma política monetária contracionista.

O Copom indica novo aumento da taxa básica de juros, mas sem previsão para movimentos futuros. Segundo Muller, essa posição reflete um cenário incerto, no qual o comitê avalia a necessidade de ajustar a Selic conforme as condições econômicas exigirem. Para ele, o Banco Central tem sido um fator importante na redução do risco inflacionário ao longo do início de 2025.

O diferencial de juros entre Brasil e EUA influencia a valorização do real. Com a expectativa de alta na Selic e estabilidade dos juros nos Estados Unidos, o real se torna mais atraente para investidores estrangeiros. Isso favorece a entrada de capital no país e contribui para a desvalorização do dólar frente à moeda brasileira.

Bolsa

Ibovespa avança 0,57% e alcança 132.067 pontos. A Bolsa de Valores do Brasil movimentou R$ 14,54 bilhões no pregão desta terça-feira. Durante o dia, o índice chegou a ultrapassar os 133 mil pontos, nível não visto desde o início de outubro de 2024.

Casas Bahia lidera as altas do pregão com valorização de 17,74%. Os papéis da empresa (BHIA3) fecharam cotados a R$ 9,69. Em seguida, o Grupo Vamos (VAMO3) teve alta de 14,92%, atingindo R$ 4,93, após divulgar seu primeiro balanço após a separação da Automob (AMOB3). No quarto trimestre de 2024, a Vamos reportou lucro líquido de R$ 213 milhões, superando em 16% a expectativa do mercado.

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CVC também se destaca com avanço de 7,08%. As ações da operadora de turismo (CVCB3) fecharam o dia cotadas a R$ 2,27, figurando entre as maiores altas do pregão.

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