Sindicatos confirmam greve de 24 horas dos petroleiros da Petrobras amanhã
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Os sindicatos dos petroleiros da Petrobras confirmaram uma paralisação de 24 horas da categoria a partir da 0h de amanhã. A decisão, chamada de "greve de advertência", é para protestar contra decisões da diretoria da estatal sobre remunerações, trabalho híbrido, folgas e a "dificuldade" nas negociações.
O que aconteceu
Paralisação vai durar 24 horas e é contra chamada 'postura autoritária da gestão atual'. Segundo a FUP (Federação Única dos Petroleiros) e FNP (Federação Nacional dos Petroleiros), a diretoria tem desrespeitado os fóruns de negociação coletiva. A greve de advertência ocorre após um indicativo aprovado com mais de 90% de adesão entre os petroleiros. Manifestações estão previstas.
Principal reivindicação é o respeito às negociações e a garantia de pagamento da remuneração variável, que teve redução de 31% nos valores apresentados pela empresa. Além disso, o movimento cobra a defesa do teletrabalho, a reabertura das negociações sobre planos de previdência e a criação de um plano de cargos, carreira e salário que beneficie todos os trabalhadores. A categoria também exige a reposição do efetivo, com a convocação de novos concursados, e melhorias nas condições de segurança e trabalho.
Críticas à "linha dura" da gestão Magda Chambriard. Conforme os dirigentes sindicais, as negociações estão difíceis, e a presidente tem ignorado reivindicações históricas da categoria. O movimento exige a devolução de valores referentes à RMNR (Remuneração Mínima de Nível de Regime). Valores teriam sido retirados ilegalmente, já que houve uma decisão judicial definitiva sobre o tema.
Petrobras afirma que respeita direito de manifestação dos empregados. Em nota ao UOL, estatal alega que "tem mantido diálogo aberto com as entidades sindicais". Sobre o modelo híbrido, empresa defende que, a partir de 7 de abril, todos os empregados devem comparecer presencialmente, exceto PCDs (pessoas com deficiência) e pais de PCDs. Na semana passada, um vídeo de uma funcionária que seria petroleira criticando a decisão viralizou. FUP afirma não ter sido comunicada da mudança, em janeiro.
Empresa afirma ter apresentado um acordo específico de trabalho para pactuar esse ajuste pelo período de dois anos. Os ajustes mencionados visam atender os "grandes desafios que a companhia tem pela frente". "A Petrobras esclarece, ainda, que já vem repondo seu efetivo de trabalhadores, tendo convocado mais de 1.900 novos empregados em 2024. A companhia também já anunciou publicamente que irá contratar 1.780 novos empregados ao longo de 2025, oriundos de concurso público de nível técnico", informou. Questionada sobre impactos na produção, a Petrobras não comentou.
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