Economia dos EUA desacelera no 1º trimestre e cresce 0,8%

Por Lucia Mutikani

WASHINGTON, 27 Mai (Reuters) - O crescimento econômico dos Estados Unidos desacelerou no primeiro trimestre, embora não tanto quanto inicialmente esperado, em meio ao aumento dos gastos com construção.

O PIB (Produto Interno Bruto) do país cresceu ao ritmo anual de 0,8%, ante 0,5% divulgado no mês passado, informou nesta sexta-feira (27) o Departamento do Comércio em sua segunda estimativa do PIB.

Foi o resultado mais fraco desde o primeiro trimestre de 2015 e abaixo do crescimento de 1,4% apurado no quarto trimestre do ano passado.

Economistas consultados pela agência de notícias Reuters esperavam que o avanço do PIB do primeiro trimestre tivesse sido revisado para 0,9%.

A revisão para cima do crescimento do PIB também reflete uma contribuição negativa menor do comércio do que o divulgado previamente.

O governo divulgou, ainda, recuperação nos lucros corporativos após impostos, que aumentaram a um ritmo de 0,6% no primeiro trimestre, após despencarem a um ritmo de 8,4% no quarto trimestre.

Fatores externos

A economia tem sido pressionada pelo dólar forte e pela demanda global fraca, que prejudicaram o crescimento das exportações. Também vem pesando a fraqueza dos preços do petróleo, que diminuiu os lucros das petroleiras como Schlumberger e Halliburton, forçando-as a cortar gastos com equipamentos.

Há sinais de que a economia recuperou ritmo no começo do segundo trimestre, com dados de vendas no varejo, exportação de bens, produção industrial, início de novas moradias e vendas de moradias apresentando bom resultado em abril.

O Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA) de Atlanta estima atualmente que o PIB deve crescer 2,9% no segundo trimestre, mas os estoques persistentemente altos representam um risco negativo para essa projeção.

As empresas acumularam US$ 69,6 bilhões em estoques, em vez dos US$ 60,9 bilhões estimados no mês passado. Os estoques reduziram o crescimento do PIB no primeiro trimestre em 0,2 ponto percentual, contra 0,33 ponto percentual na apuração anterior.

Gastos do consumidor

Não houve revisão dos gastos do consumidor, que representam mais de dois terços da atividade econômica norte-americana. Os gastos aumentaram a um ritmo de 1,9%, desacelerando em relação à alta de 2,4% no quarto trimestre.

A renda disponível das famílias, após contabilizar impostos e inflação, foi revisada para cima, mostrando alta de 4% em termos anualizados no primeiro trimestre, contra 2,9%.

As exportações não ficaram tão fracas quanto inicialmente esperado. O menor deficit comercial subtraiu 0,21 ponto percentual do PIB no primeiro trimestre, ante 0,34 ponto percentual no relatório divulgado no mês passado.

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