Fed mantém taxa de juros e espera reduzir balanço patrimonial "relativamente em breve"

WASHINGTON (Reuters) - O Federal Reserve manteve a taxa de juros e disse que espera começar a normalização do balanço patrimonial "relativamente em breve", em um sinal de confiança na economia dos Estados Unidos.

O banco central norte-americano manteve sua taxa de juros na faixa entre 1 por cento e 1,25 por cento e disse que estava continuando o lento caminho de ajuste monetário que elevou as taxas em um ponto percentual desde 2015.

Em um comunicado após a reunião de dois dias, o comitê de definição de taxas do Fed indicou que a economia estava crescendo moderadamente e os ganhos de empregos têm sido sólidos. Mas o Fed notou que tanto a inflação no geral quanto as medidas de inflação haviam caído e disse que iria "monitorar cuidadosamente" as tendências de preços.

"O comitê espera começar a implementar seu programa de normalização do balanço patrimonial relativamente em breve", disse o Fed, acrescentando que seguiria um plano divulgado em junho.

Após levar a taxa a quase zero para combater a recessão e crise financeira de 2007 a 2009, o Fed injetou mais de 3 trilhões de dólares na economia em compra de títulos. Seu balanço cresceu para 4,5 trilhões de dólares.

A desaceleração do balanço patrimonial vai marcar o fim de uma ferramenta controversa que gerou críticas de legisladores republicanos no Congresso. Enquanto pesquisadores do Fed concluíram que a compra de títulos apenas impulsionou modestamente a economia, a chair do Fed, Janet Yellen, disse que o banco central poderia usar a compra de ativos novamente se a economia cair de forma muito profundo.

A criação estável de empregos na economia levou a taxa de desemprego dos EUA para 4,3 por cento, perto de uma mínima de 16 anos. Integrantes do Fed, no entanto, disseram que a força no mercado de trabalho poderia eventualmente elevar muito a inflação.

O Fed havia indicado anteriormente que começaria neste ano a reduzir suas participações em títulos do Tesouro dos EUA e na e de dívida hipotecária apoiada pelo governo. Economistas que participaram de pesquisa da Reuters esperam que o anúncio ocorra em setembro.

Ao mesmo tempo, uma desaceleração na inflação neste ano causou nervosismo entre algumas autoridades do Fed que já estão preocupados que a inflação tem ficado abaixo da meta de 2 por cento do banco central por cinco anos.

A medida preferencial da inflação subjacente do Fed caiu para 1,4 por cento em maio. Estava em 1,8 por cento em fevereiro.

Nenhum integrante do Fed divergiu na decisão de quarta-feira.

(Por Jason Lange e Lindsay Dunsmuir)

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