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Atividade industrial na China cresce em setembro no ritmo mais rápido em 5 anos, mostra PMI oficial

Por Elias Glenn

PEQUIM (Reuters) - A atividade industrial da China cresceu em setembro no ritmo mais rápido desde 2012, conforme as fábricas aumentaram a produção para aproveitar a forte demanda e os preços altos, aliviando temores de uma desaceleração antes de uma importante reunião política no próximo mês.

A produção, o total de novas encomendas e os preços subiram ao nível mais alto em pelo menos um ano, enquanto a leitura da atividade de construção sinalizou que o boom do setor não perdeu força.

O Índice de Gerentes de Compra oficial (PMI) subiu a 52,4 em setembro, ante 51,7 em agosto e bem acima da marca de 50 que separa crescimento de contração na base mensal. Foi o décimo quarto mês consecutivo de expansão da atividade manufatureira na China e a leitura mais alta desde abril de 2012.

Analistas consultados pela Reuters previam ligeira redução do indicador.

Os dados surgem antes do Congresso do Partido Comunista, em meados de outubro, uma reunião que acontece a cada cinco anos e na qual novos líderes são nomeados e as principais iniciativas políticas e econômicas do governo são divulgadas.

Fabricantes chineses estão reportando seus melhores lucros em anos, impulsionados por gastos liderados pelo governo em infraestrutura, forte atividade de construção, preços mais altos e recuperação das exportações.

Mas um levantamento privado apresentado separadamente neste sábado pode conter parte desse entusiasmo em relação à atividade industrial chinesa no mês de setembro.

O índice PMI apurado pelo Markit/Caixin caiu a 51,0 em setembro, de 51,6 em agosto, conforme as novas encomendas de exportação recuaram.

Embora a leitura tenha permanecido acima de 50, marca que separa crescimento de retração, pelo quarto mês consecutivo, o indicador aponta uma melhora apenas marginal na saúde do setor industrial chinês.

A produção industrial continuou se expandindo modestamente, enquanto as novas encomendas aumentaram no ritmo mais lento em três meses, sugerindo uma desaceleração na demanda tanto interna quanto externa, ainda que a pesquisa não tenha fornecido mais detalhes.

(Por Elias Glenn)

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