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VW busca crescimento no Brasil com novo sedã compacto Virtus

Por Andreas Cremer

BERLIM (Reuters) - A Volkswagen lança seu novo modelo Virtus nesta quinta-feira para atingir o segmento de maior volume do Brasil, como parte de um plano de recuperação que os analistas disseram vai ajudar a montadora a retomar terreno das rivais General Motors e Fiat no maior mercado de automóveis da América do Sul.

Voltar a lucrar em mercados como Brasil, Estados Unidos e Rússia é vital para a Volkswagen, à medida que busca estimular a sua marca principal que respondeu por mais de metade dos 7,8 milhões de automóveis vendidos pelo grupo nos primeiros nove meses do ano, mas apenas 19 por cento do lucro.

Para acelerar a demanda sensível aos preços do Brasil, a VW apresentará nesta quinta-feira o sedã compacto Virtus em São Paulo, disse a montadora, depois de iniciar as entregas no país do atualizado subcompacto Polo, um dos mais vendidos de todos os tempos, e o modelo mini maior Up!.

A maior montadora do mundo anunciou na semana passada 560 milhões de euros de investimentos na Argentina para construir o primeiro veículo utilitário esportivo no país. A empresa planeja lançar 20 novos modelos na América do Sul até 2020, quando pretende ser rentável novamente na região.

"A renovação do nosso portfólio de produtos no Brasil é absolutamente essencial", afirmou o presidente-executivo da marca VW, Herbert Diess, em uma conferência em Berlim, no dia 9 de novembro.

A VW, que cortou cerca de 7 mil empregos na América do Sul nos últimos anos e reduziu sua rede de concessionárias, quer reduzir a idade média de sua linha brasileira para menos de cinco anos até 2020, ante oito anos em 2015, disse Diess.

Os analistas disseram que a montadora demorou a atualizar seus modelos no Brasil nos últimos anos e definiu preços ligeiramente mais elevados do que seus principais pares, que reestruturaram as linhas de automóveis do mercado brasileiro com mais rapidez.

Para reduzir os custos e poder baixar os preços, a VW desenvolveu o Virtus inteiramente no Brasil, dando uma prova de sua estratégia para transferir mais poder da sede em Wolfsburg para regiões e marcas, após o escândalo de fraude na emissão de poluentes.

O novo modelo de quatro portas, a ser construído na fábrica em São Bernardo do Campo, no ABC paulista, é um dos primeiros carros a serem produzidos a partir de uma nova versão localizada da plataforma modular MQB, que sustenta a maioria dos modelos da pequenos e médios do grupo VW com tração dianteira.

A empresa pesquisa de mercado IHS Markit espera que os novos modelos da empresa ajudem a reduzir a diferença de vendas com os líderes de mercado Chevrolet, da GM, e Fiat <

As vendas da marca VW de veículos de passageiros e modelos comerciais leves no Brasil podem subir 44 por cento para 413.776 unidades em 2023, ante aproximadamente 286.745 em 2018, disse a IHS.

Em comparação, a IHS espera que as vendas da Fiat cresçam apenas 26 por cento para 475.686 carros, enquanto vê as vendas de Chevrolet crescendo 18 por cento para 444.744 unidades.

"O Brasil pode não ser o mercado de margem mais alta, mas é um mercado enorme com vasto potencial para a VW", disse Frank Schwope, analista do NordLB, que tem uma classificação "comprar" para a ação da empresa.

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