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Deixar reforma da Previdência para 2018 torna votação ainda mais difícil, diz Jucá

BRASÍLIA (Reuters) - O líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR) afirmou nesta terça-feira (28) que a tese de deixar a votação da reforma da Previdência para 2018 dificulta ainda mais a sua aprovação.

Questionado sobre declaração do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), que na véspera afirmou que o ideal era votar a matéria em fevereiro do próximo ano, já que o Congresso está próximo do recesso, com a ressalva de que este também seria um calendário complicado por conta do Carnaval e de que trabalhará para votar a proposta ainda neste ano na Casa.

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"Se votar este ano na Câmara, já será o ano que vem para o Senado", disse Jucá a jornalistas.

Se deixar o ano que vem para a Câmara, ficará mais distante ainda a votação no Senado. E quanto mais perto da eleição, mais dificuldade se tem de aprovar uma matéria como essa.
Romero Jucá (PMDB-RR)

O líder do governo no Senado ponderou ainda que o calendário de votações na Câmara depende do "entendimento" com as lideranças, acrescentando que seria "prematuro" inferir no calendário da Casa.

"Uma coisa é certa. Quanto mais rápido votar, melhor para a aprovação nas duas Casas."

Na véspera, em São Paulo, Maia avaliou ser difícil a votação agora em dezembro, ainda que possível. O melhor, segundo ele, seria votar no início de fevereiro.

"É difícil, mas vamos tentar. Eu acho que se a gente conseguir se organizar até o final de dezembro, a gente consegue votar", disse Maia a jornalistas.

"O ideal, com o tempo que a gente tem este ano era votar no início de fevereiro, mas tem o Carnaval no meio. Então não é assim um calendário simples para se trabalhar. Mas é o calendário que nós temos, vamos tentar enfrentá-lo."

Por se tratar de uma Proposta de Emenda à Constituição, a reforma precisa dos votos de 308 dos 513 deputados, em dois turnos de votação. Depois, também em duas rodadas, são necessários os votos de 49 dos 81 senadores.

Fontes palacianas disseram à Reuters na segunda-feira que o governo avalia que ainda precisa conquistar cerca de 50 votos para ter uma margem de segurança e que vai batalhar por isso. A expectativa é que a reforma seja colocada em votação no plenário da Câmara na quarta-feira da próxima semana.

PSDB

Sobre a movimentação no PSDB para alçar o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, à presidência do partido e ao posto de candidato da sigla à Presidência da República, Jucá afirmou ser uma

"A gente espera que ele possa no comando do PSDB orientar para que haja aprovação da reforma da Previdência", disse o senador.(Reportagem de Maria Carolina Marcello)

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