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Lucro do Bank of America supera previsões com alta de juros e crescimento de empréstimos

16/04/2018 13h08

Por Sweta Singh e Elizabeth Dilts

(Reuters) - O Bank of America anunciou nesta segunda-feira um aumento de 34 por cento no lucro do primeiro trimestre, superando as estimativas de Wall Street, com o banco se beneficiando de taxas de juros mais altas e do crescimento de empréstimos e depósitos.

A receita subiu em três dos quatro principais negócios do BofA. No banco de varejo, seu maior negócio, a receita aumentou 9 por cento, à medida que as taxas de juro mais elevadas ajudaram a instituição a cobrar mais pelos empréstimos, enquanto manteve os juros baixos sobre os depósitos.

Os lucros também foram impulsionados pelos esforços do presidente-executivo, Brian Moynihan, para cortar custos, além de despesas menores com impostos, após a abrangente reforma do código tributário dos EUA pelo presidente Donald Trump.

As ações do segundo maior banco dos EUA em ativos subiram 1 por cento nas negociações pré-mercado, mas às 12h01 (horário de Brasília) operavam em queda de 0,4 por cento.

"A forte atividade dos clientes, aliada a uma economia global crescente e sólida atividade de consumo dos EUA, levou a ganhos trimestrais recordes", disse Moynihan em um comunicado.

A receita líquida de juros do BofA subiu 5 por cento no primeiro trimestre, elevando a receita total em 4 por cento, para 23,28 bilhões de dólares. O banco depende fortemente de taxas de juros mais altas para maximizar os lucros, já que tem um grande estoque de depósitos e títulos hipotecários sensíveis à taxa.

O total de empréstimos e leases subiu 3 por cento, enquanto os depósitos totais aumentaram 4,4 por cento.

O único negócio a registrar uma queda na receita foi o setor bancário global, prejudicado pelas menores taxas nas atividades de banco de investimentos.

As despesas não relacionadas a juros caíram 1 por cento, enquanto as despesas com imposto de renda encolheram cerca de 26 por cento.

O índice de eficiência do banco, uma medida de receita dividida pelas despesas e avaliada de perto, foi de 60 por cento no primeiro trimestre, abaixo dos 63 por cento um ano antes. Uma proporção baixa indica um banco é mais eficiente.

Analistas da Jefferies comentaram que os resultados do BofA parecem os melhores entre seus pares que divulgaram balanço do primeiro trimestre até o momento.

O banco, no entanto, teve um desempenho ruim em operações de renda fixa, câmbio e commodities (FICC) por causa de um declínio na emissão de títulos de empresas, disse o diretor financeiro, Paul Donofrio, em teleconferência com jornalistas.

O lucro líquido atribuível aos acionistas no trimestre subiu para 6,49 bilhões de dólares, ante 4,84 bilhões de dólares no ano anterior. O lucro por ação atingiu 0,62 dólar, superando a estimativa média de analistas de 0,59 dolar, segundo a Thomson Reuters I/B/E/S.

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