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Elétrica de Sergipe prevê emitir R$3,4 bi em debêntures para complexo termelétrico

19/04/2018 13h38

SÃO PAULO (Reuters) - A Centrais Elétricas de Sergipe (Celse), responsável pela construção de um complexo termelétrico a gás de 1,55 gigawatt em capacidade no Estado, prevê emitir 3,4 bilhões de reais em debêntures de infraestrutura para financiar a implementação do projeto, segundo nota da empresa nesta quinta-feira.

O complexo termelétrico, que demandará aportes de 5 bilhões de reais no total, deverá estar pronto para operar comercialmente em janeiro de 2020.

A Celse tem como sócios no complexo termelétrico a Golar Power --uma empresa global de Gás Natural Liquefeito (GNL) formada pela norueguesa Golar LNG, de transportes marítimos e GNL, e o fundo de investimentos norte-americano StonePeak Infrastructure Partners-- e a Ebrasil, uma companhia brasileira de investimentos em energia.

A empresa disse que a operação com as debêntures terá cobertura da agência suíça de crédito à exportação, SERV (Swiss Export Risk Insurance), e o Goldman Sachs Brasil como coordenador líder da emissão.

A companhia também informou que acaba de fechar um financiamento de 200 milhões de dólares com a IFC (órgão do Banco Mundial) que também apoiará o desenvolvimento, construção e implantação da termelétrica.

De acordo com a IFC, o empréstimo terá um prazo de 15 anos e ainda financiará a um terminal de Gás Natural Liquefeito (GNL) com uma unidade flutuante de regaseificação e um gasoduto de 6,5 quilômetros que serão construídos pela Celse como parte do projeto.

"A IFC está empolgada em ser parceria da Celse, da Golar Power e da Ebrasil nesse projeto marcante e em apoiar o Brasil na diversificação e fortalecimento de sua matriz energética, ao mesmo tempo reduzindo suas emissões de carbono", disse o chefe de Infraestrutura na América Latina do Caribe da IFC, Gabriel Goldschmidt, em nota.

Ele adicionou que o apoio a projetos de geração de energia com GNL é uma meta estratégica global da IFC para favorecer tecnologias com menores emissões de carbono.

(Por Luciano Costa)