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Venda da Cemig Telecom atrai 16 grupos, incluindo empresas de torres, diz fonte

15/06/2018 11h27

Por Luciano Costa

SÃO PAULO (Reuters) - Um processo aberto pela elétrica mineira Cemig para a venda de seus ativos de telecomunicações antes concentrados na chamada Cemig Telecom atraiu interesse de 16 grupos, que assinaram acordos de confidencialidade para avaliar o negócio, disse à Reuters uma fonte com conhecimento do assunto.

A Cemig pretende levantar ao menos 367 milhões de reais com a transação, que faz parte de um plano de desinvestimentos da companhia que visa reduzir sua enorme dívida. Mas o grande número de empresas de olho no processo amplia a expectativa de arrecadação.

Entre as empresas que estão analisando os ativos estão as grandes operadoras de telefonia que atuam no Brasil, como Vivo, Claro e TIM, mas também empresas de torres, como as norte-americanas American Tower e Phoenix Tower, ainda segundo a fonte, que falou sob a condição de anonimato devido aos acordos de confidencialidade.

"O interesse foi surpreendente... bem mais favorável do que se imaginava. São empresas grandes... tem 16 empresas olhando isso e assessoradas por grandes bancos, o que mostra uma boa perspectiva", disse.

A sala de informações sobre o processo de venda dos ativos de telecomunicações da Cemig foi aberta no final de maio, e a sessão pública do leilão da companhia é prevista para 25 de julho. A publicação do resultado definitivo e declaração do vencedor é estimada para 27 de julho.

Os ativos da Cemig Telecom, que foram recentemente incorporados pela Cemig, serão vendidos pela elétrica em dois lotes.

O primeiro lote, com preço mínimo de 335 milhões de reais, envolve a rede ótica da companhia em cidades de Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro, além de infraestrutura de pontos de presença e equipamentos da rede.

O segundo lote, com valor mínimo de 32,47 milhões, compreende rede ótica com presença em cidades de Goiás, Bahia, Pernambuco e Ceará, além da infraestrutura de pontos de presença e equipamentos associados.

Procurada, a Cemig não comentou de imediato.

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