PUBLICIDADE
IPCA
0,64 Set.2020
Topo

Dólar tem leves oscilações ante o real com BC e exterior

25/06/2018 10h06

Por Claudia Violante

SÃO PAULO (Reuters) - O dólar operava com leves oscilações ante o real nesta segunda-feira, depois que o Banco Central anunciou a continuidade das atuações no mercado de câmbio para esta semana, com o objetivo de prover liquidez.

Um movimento de maior aversão ao risco no mercado externo, entretanto, continha o recuo doméstico do dólar ante o real, com renovadas preocupações sobre a guerra comercial entre Estados Unidos e China.

Às 10:05, o dólar recuava 0,42 por cento, a 3,7671 reais na venda, depois de ter subido 0,53 por cento no pregão passado. O dólar futuro tinha queda de cerca de 0,15 por cento.

"O Banco Central... hoje enfrentará um importante teste em suas ações com intuito de controlar excessos de volatilidade", trouxe em relatório a corretora H.Commcor.

Após o fechamento dos mercados na sexta-feira, o BC anunciou a continuidade da sua atuação no mercado de câmbio por meio de leilões de swap cambial tradicional, equivalente à venda de dólares no mercado futuro, mas não indicou o volume que pretendia injetar no sistema, como fez nas semanas anteriores.

Desde 14 de maio, quando começou a fazer leilões de novos swaps, o BC já colocou o equivalente a 43,616 bilhões de dólares no mercado. Para esta sessão, por ora, o BC apenas anunciou oferta de até 8.800 swaps para rolagem do vencimento de julho.

Outra novidade é que o BC anunciou 3 bilhões de dólares em leilão de linha, venda de dólares com compromisso de recompra, para esta tarde. Pelo discurso recente do presidente do BC, Ilan Goldfajn, a autoridade poderia utilizar qualquer instrumento, dependendo da necessidade.

"(Essa atuação) pode estar relacionada a um movimento técnico de liquidez no mercado spot (à vista)", destacou a H.Commcor.

O viés de baixa do dólar nesta sessão também ocorria pela cena política, após o ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), retirar de pauta o julgamento de um pedido de liberdade do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva que estava previsto para ocorrer na terça-feira pela 2ª Turma da corte.

Os investidores entendem que, solto, Lula pode atuar como importante cabo eleitoral de um candidato nas eleições presidenciais de outubro que os desagradem.

"A decisão, no entanto, pode trazer alívio apenas pontual ao mercado, dado que novos capítulos e novas tentativas por parte da defesa seguem na mesa", acrescentou a corretora H.Commcor.

A cena externa limitava movimento de queda do dólar sobre o real nesta sessão. A moeda norte-americana subia ante outras divisas no exterior, em dia de maior aversão ao risco depois da notícia de que os Estados Unidos estariam esboçando restrições que impedirão empresas com ao menos 25 por cento de propriedade chinesa de comprarem companhias norte-americanas com "tecnologia industrial significativa".