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Klabin espera obter preços maiores de celulose após fim de contrato com Fibria

SÃO PAULO, 30 Nov (Reuters) - A Klabin espera conseguir aumento de 5 por cento no preço da celulose que passará a vender diretamente a clientes na Europa e na Ásia a partir do primeiro trimestre do ano que vem, após o fim do contrato de fornecimento do produto para a rival Fibria, que está sendo incorporada pela Suzano.

"Não vamos focar em grandes contas. Vamos focar em clientes de até 100 mil toneladas por ano. A média dos contratos deve ser de 12 mil a 50 mil toneladas por ano, o que traz oportunidade significativa de trazer valor para a companhia por meio de um maior preço médio de venda", disse o gerente comercial de celulose, Henrique Braga, em apresentação a investidores e analistas nesta sexta-feira.

"Com 900 mil toneladas de volume adicional, não precisamos estar alinhados com grandes contratos. Estimamos ter 5 por cento de aumento no preço", disse Braga, referindo-se ao volume do contrato acertado com a Fibria em 2015 e que foi rompido na véspera, como condição para que a União Europeia aprove a incorporação da Fibria pela Suzano.

(Por Alberto Alerigi Jr.; Edição de Gabriela Mello)

Errata: o texto foi atualizado
03/12/2018 às 11h50
Diferentemente do informado em versão anterior deste texto, as declarações foram feitas pelo gerente comercial de celulose, Henrique Braga, e não diretor comercial de papéis, Flavio Deganutti. O erro foi corrigido.

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