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Fluxo de investimento entre EUA e China cai para menor nível em 9 anos com tensão

9.nov.2017 - Os presidentes da China e dos EUA, Xi Jinping e Donald Trump, em jantar no Grande Salão do Povo, na cidade chinesa de Pequim - Thomas Peter - Pool/Getty Images
9.nov.2017 - Os presidentes da China e dos EUA, Xi Jinping e Donald Trump, em jantar no Grande Salão do Povo, na cidade chinesa de Pequim Imagem: Thomas Peter - Pool/Getty Images

17/09/2020 09h02

O investimento entre os Estados Unidos e a China caiu para o menor patamar em nove anos na primeira metade de 2020, atingido por tensões bilaterais que podem ver mais empresas chinesas sob pressão para desinvestir em operações norte-americanas, segundo um relatório.

O investimento, tanto feito diretamente por empresas quanto fluxos de capital de risco, entre os dois países caiu 16,2% para US$ 10,9 bilhões (R$ 58 bilhões) entre janeiro e junho em relação ao mesmo período do ano anterior - também afetado pela pandemia de coronavírus, de acordo com dados da consultoria Rhodium Group.

É um valor muito inferior aos totais semestrais de quase US$ 40 bilhões (R$ 212 bilhões) vistos em 2016 e 2017.

Citando riscos à segurança nacional representados por empresas de tecnologia chinesas, o governo do presidente dos EUA, Donald Trump, expandiu drasticamente as ações para bloquear as empresas chinesas.

As medidas incluíram colocar a gigante das telecomunicações Huawei Technologies Co Ltd em uma lista de proibições, ameaçando uma ação semelhante para a Semiconductor Manufacturing International Corp e ordenando que a ByteDance, controladora do TikTok, vendesse o aplicativo de vídeos.

"Em um momento de crescente desconforto com a integração de tecnologias EUA-China, inúmeras outras empresas - tanto as empresas chinesas que operam nos EUA quanto as empresas norte-americanas com presença na China podem ser forçadas a desinvestir", disse o relatório.

O investimento de empresas norte-americanas na China no primeiro semestre caiu 31%, para US$ 4,1 bilhões (R$ 22 bilhões), enquanto o investimento de empresas chinesas nos Estados Unidos aumentou 38%, para US$ 4,7 bilhões (R$ 25 bilhões), disse o relatório. Isso ocorreu principalmente devido a um acordo - um consórcio liderado pela Tencent Music comprou uma participação minoritária no grupo Universal Music por US$ 3,4 bilhões (R$ 18 bilhões).