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Vice-presidente da Argentina diz que pagamentos ao FMI "custaram mais do que a Covid"

A vice-presidente da Argentina, Cristina Kirchner, ao lado do presidente do país, Alberto Fernández, em Buenos Aires - Marcos Brindicci/Getty Images
A vice-presidente da Argentina, Cristina Kirchner, ao lado do presidente do país, Alberto Fernández, em Buenos Aires Imagem: Marcos Brindicci/Getty Images

19/01/2022 08h29Atualizada em 19/01/2022 09h03

Por Adam Jourdan e Rodrigo Campos

BUENOS AIRES/NOVA YORK (Reuters) - A vice-presidente da Argentina, Cristina Kirchner, criticou os pagamentos ao Fundo Monetário Internacional (FMI), dizendo que custaram mais ao país do que a Covid-19, conforme as discussões sobre um novo acordo de 40 bilhões de dólares mostram poucos sinais de avanço.

A ex-presidente culpou o governo de seu sucessor, o conservador Mauricio Macri, pelos problemas de dívida do país. O governo de Macri fechou um acordo recorde de 57 bilhões de dólares com o FMI em 2018, mas não conseguiu impedir uma crise econômica.

"Está bastante claro que, em 2021, a pandemia 'Macrista' custou ao Estado mais do que a pandemia de Covid-19", escreveu Cristina em um blog na terça-feira.

Ela disse que os pagamentos ao FMI no ano superaram os gastos de alívio à Covid-19, citando números indicando que o pagamento de empréstimos custaram 1,1% do Produto Interno Bruto (PIB), contra 0,9% para assistência à Covid-19.

A Reuters não conseguiu verificar os detalhes de seus cálculos.

O FMI destinou mais de 4 bilhões de dólares para a Argentina quando alocou mais de 650 bilhões de dólares a seus membros no ano passado. O Fundo não respondeu imediatamente a pedidos de comentários.

A Argentina corre para fechar um acordo com o FMI antes do fim de março —com cerca de 18 bilhões de dólares a vencer este ano, de acordo com o calendário atual. Os dois lados não concordam sobre a velocidade com que o país deve reduzir seu déficit fiscal.