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Ao menos 10 menores são apreendidos em operação conjunta contra violência nas escolas

19/04/2023 14h18

Por Rodrigo Viga Gaier

RIO DE JANEIRO (Reuters) - Ao menos 10 menores de idade foram apreendidos nesta quarta-feira em cinco Estados por envolvimento em planos de ataques a escolas, segundo o Ministério da Justiça e Segurança Pública e o Ministério Público de Santa Catarina.

Os adolescentes apreendidos tem idade entre 11 e 17 anos e são investigados por delitos como ameaça, incitação ao crime, apologia ao crime ou criminoso, associação criminosa. Quatro apreensões ocorreram em São Paulo, três no Rio de Janeiro, duas no Paraná, uma em Santa Catarina e outra em Pernambuco.

A ação conta com o apoio das polícias de Santa Catarina, Rio de Janeiro, São Paulo, Pernambuco e Paraná.

O Ministério Público e o Ministério da Justiça informaram que foram cumpridas 10 ordens para internações provisórias, treze mandados de busca e apreensão e 11 afastamentos de sigilo de dados dos adolescentes. As ordens foram expedidas pela Vara da Infância e Juventude da Comarca de Blumenau (SC).

A investigação começou após o ataque, no início do mês, à creche Cantinho do Bom Pastor, em Blumenau, quando quatro crianças foram mortas por um homem que invadiu a unidade de ensino com uma machadinha.

"A partir de então, foram localizados, pelas redes sociais, outros indivíduos que estariam fazendo ameaças de ataques similares", disse o Ministério da Justiça.

"(A ação) teve início a partir de investigação do Grupo de Atuação Especial no Combate a Crimes Cibernéticos, o CyberGAECO, do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), que identificou um grupo de adolescentes, em plataforma virtual, os quais planejavam a realização de possíveis ataques a instituições escolares, nesses Estados", adicionou o MP de Santa Catarina.

Na semana passada, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, declarou que era favorável em tempos de crise, como o atual, ao uso de segurança armada em escolas e estabelecimentos de ensino do país.

O Ministério da Justiça e Segurança Pública determinou à Polícia Federal a instauração de inquérito para investigar e prender responsáveis por orquestrar e incitar atos criminosos.

A partir desta semana, gestores de escolas da cidade de São Paulo terão à disposição um aplicativo, chamado de botão de pânico, que mantém contato direto com as forças de segurança e saúde em caso de uma emergência violenta na unidade de ensino.

Em Manaus, escolas também começaram a usar detectores de metal no acesso aos colégios.

Outras medidas de segurança também estão sendo estudadas e implementadas por todo o país.