Magazine Luiza lucra R$331,2 mi no 3° tri com efeito de créditos tributários

Por Andre Romani

SÃO PAULO (Reuters) - O Magazine Luiza registrou lucro líquido de 331,2 milhões de reais no terceiro trimestre, revertendo prejuízo de 190,9 milhões de reais no mesmo período do ano anterior, em resultado impulsionado pelo reconhecimento de créditos tributários, disse a varejista nesta segunda-feira.

Analistas, em média, esperavam prejuízo líquido de 154,1 milhões de reais, com base em dados da LSEG.

O Magazine Luiza afirmou, em relatório de resultados, que reconheceu no trimestre crédito tributários, referentes a períodos anteriores a 2022, de 688,7 milhões de reais, incluindo principal e atualização monetária.

A decisão pelo reconhecimento, afirmou o Magazine Luiza, veio após recente decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) relacionada a não incidência de PIS/Cofins sobre bonificações recebidas de fornecedores.

Na versão ajustada, que desconsidera eventos não recorrentes como os créditos tributários, a empresa teve prejuízo líquido de 143,4 milhões de reais, uma perda 15,7% menor do que a vista um ano antes.

Em paralelo, o Magazine Luiza anunciou nesta segunda-feira que identificou incorreções em lançamentos contábeis de bonificações a fornecedores, levando à reapresentação de suas demonstrações financeiras.

A medida reflete uma redução acumulada no patrimônio líquido de 829,5 milhões de reais sobre o valor do fim de junho deste ano, líquido de impostos e sem impacto no fluxo de caixa, segundo a empresa.

RECEITA RECUA, MARGEM SOBE

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A receita líquida do Magazine Luiza foi de 8,6 bilhões de reais no trimestre, queda de 2,6% no comparativo anual.

As vendas em lojas físicas aumentaram 2,3%, enquanto as vendas diretas via comércio eletrônico caíram 4,3%, e o marketplace viu crescimento de 24,8%.

O Magazine Luiza elevou a margem bruta no trimestre para 30,4%, de 27,5% um ano antes. "Parte da explicação para esse desempenho está, mais uma vez, no forte crescimento da receita de serviços e na conclusão do repasse do DIFAL", disse a companhia.

O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado ficou em 487,5 milhões de reais, redução de 0,7% frente a um ano antes.

As despesas com vendas subiram 11,4%, para 1,7 bilhão de reais.

(Edição de Fabrício de Castro, Alexandre Caverni e Patrícia Vilas Boas)

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