Logo Pagbenk Seu dinheiro rende mais
Topo

Juros futuros caem devido a ajuste de apostas com proximidade do Copom

06/01/2016 16h45


Os juros futuros recuaram na BM&F nesta quarta-feira, refletindo o ajuste das apostas para a decisão de política monetária, com a proximidade da reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto (Copom), e também a queda das taxas dos Treasuries que sustentou uma alocação pontual de estrangeiros em renda fixa.

O DI para janeiro de 2017 caiu de 15,6% para 15,52%, enquanto o DI para janeiro de 2018 recuou de 16,21% para 16,05%. Já o DI para janeiro de 2021 fechou a 16,12% ante 16,25% do ajuste anterior.

Com a proximidade da reunião do Copom, os investidores ajustam as apostas para a decisão de política monetária. A maior probabilidade é de uma alta de 0,50 ponto percentual, com a curva de juros precificando uma elevação de 0,40 ponto. Mas a divulgação de dados fracos da economia e a preocupação com o impacto da desaceleração da China no Brasil têm levado os investidores a reduzirem as apostas em um ciclo de aperto monetário mais forte.

A curva de DI embute cerca de 200 pontos-base de alta da Selic ao longo deste ano. Ainda é um aperto monetário considerável, porém menor que o previsto em dezembro, quando chegou a 270 pontos.

No caso da parte longa da curva de juros, a queda das taxas dos Treasuries, como reflexo da busca por ativos considerados mais seguros, ajudou a reduzir a pressão de alta nas taxas dos contratos com prazos mais longos. Alguns analistas ainda afirmam ter verificado fluxo pontual para renda fixa, o que contribuiu para a queda dos juros futuros no mercado local.

Para o sócio-gestor da Leme Investimentos, Paulo Petrassi, o cenário para juros vem ficando mais incerto e dificulta as apostas dos agentes de mercado. "Podemos ter um aumento de 0,50 ponto, 0,25 ponto ou mesmo o Banco Central optar pela manutenção da taxa básica de juros", afirma Petrassi.

Hoje o ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, disse que o BC tem autonomia para administrar a taxa de juros de maneira adequada para controlar a inflação.