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Dólar fecha acima de R$ 4,10 afetado por derrocada do petróleo


O dólar fechou em alta frente ao real refletindo o movimento de maior aversão a risco no exterior diante de mais um dia de queda do preço do petróleo no mercado internacional. Dúvidas sobre a retomada do ciclo de aperto monetário contribuíram para acentuar a queda da moeda brasileira.

O dólar comercial subiu 1,20%, cotado a R$ 4,1027, maior patamar desde 28 de setembro de 2015, enquanto o contrato futuro para fevereiro avançava 0,81% para R$ 4,112.

O euro subia 0,90%, cotado a R$ 4,4722.

O movimento no mercado de câmbio local acompanhou a valorização do dólar frente às principais moedas emergentes, que foram afetadas por mais um dia de queda do preço do petróleo, que caiu para US$ 27 o barril, renovando as mínimas em 12 anos, acentuando a preocupação com o crescimento da economia global.

Lá fora, a moeda americana subia 0,16% em relação ao dólar australiano, 0,41% frente ao rand sul-africano e 1,43% diante do peso mexicano. Rublo e peso mexicano renovaram a mínima histórica.

No mercado local, a queda do real foi acentuada pela incerteza em relação à retomada do aperto monetário, que vinha dando suporte para a moeda brasileira. Comentários do presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, ontem sobre as projeções negativas para o PIB brasileiro do Fundo Monetário Internacional (FMI), em meio a notícias de pressões políticas sobre a autoridade monetária, levou o mercado a revisar as apostas para a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) que será anunciada hoje, após o fechamento dos mercados. Os investidores esperam um aumento menor de juros, de 0,25 ponto, mas alguns analistas não descartam a possibilidade de manutenção da Selic.

Por enquanto, a autoridade monetária não realizou nenhuma atuação adicional no mercado de câmbio e seguiu com a rolagem do lote de US$ 10,431 bilhões em contratos de swap cambial que vence em fevereiro, renovando mais 11.600 contratos.

O BC divulgou hoje o fluxo cambial, que foi positivo em US$ 269 milhões na semana passada, encerrada no dia 15, resultado de uma saída líquida de US$ 387 milhões da conta financeira e de uma entrada líquida de US$ 656 milhões na conta comercial. No mês, o fluxo cambial está negativo em US$ 843 milhões.


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