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Juro futuro recua influenciado por baixa do dólar e de títulos dos EUA

As taxas dos contratos futuros de juros fecharam em queda na BM&F, acompanhando a baixa do dólar e das taxas dos Treasuries - títulos o Tesouro americano - no exterior. A dois dias da decisão de política monetária, na quarta-feira, o movimento reflete a consolidação da aposta em um corte de 0,25 ponto percentual da taxa Selic para 13,75%.

O DI para janeiro de 2018 caiu de 12,16% para 12,13%, enquanto o DI para janeiro de 2019 recuou de 11,76% para 11,68%. E o DI para janeiro de 2021 passou de 12,06% para 11,92%.

Pesquisa Focus, divulgada nesta segunda-feira pelo Banco Central, mostra que os analistas mantiveram a previsão de corte de 0,25 ponto da Selic em novembro, apesar da alta de 6,30% do dólar em novembro. A mediana das projeções para a Selic está em 13,75% para o fim de 2016 e em 10,75% para o fim de 2017. Já a mediana das projeções para a inflação caiu de 6,80% para 6,72% para o fim de 2016 e se manteve estável em 4,93% para o fim de 2017.

"Estamos esperando um corte de 0,25 ponto da taxa Selic muito mais pela comunicação do Banco Central do que pelos fundamentos", afirma Solange Srour, economista-chefe da Arx Investimentos. Segundo ela, a revisão para baixo do PIB para 2017, que passou de 1% para 0,98%, na Pesquisa Focus, a inflação corrente desacelerando e a queda das expectativas de inflação para 2017 propiciariam o BC acelerar o ciclo de afrouxamento monetário e optar pelo corte de 0,50 ponto da Selic em novembro. "A depreciação do câmbio não foi significativa e, com a atividade econômica fraca, não deve haver um repasse importante para a inflação", diz.

O que pode dificultar a aceleração do ritmo de corte da taxa Selic é o aumento das incertezas no cenário político local. A saída do ministro Geddel Vieira Lima da Secretaria de Governo, acusado pelo ex-titular da pasta de Cultura Marcelo Calero de pressionar a liberação de uma obra em Salvador, aumentou a preocupação com a capacidade do governo em seguir com o avanço da agenda do ajuste fiscal.

Ontem, em uma tentativa de acalmar os ânimos, o presidente Michel Temer convocou uma entrevista à imprensa para anunciar pacto com o Congresso contra a anistia do caixa 2. Temer estava acompanhado dos presidentes da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL).

Segundo Solange, da Arx Investimentos, o fato de o ex-ministro da Cultura ter esclarecido que a conversa gravada com Temer foi apenas protocolar ajudou a acalmar o mercado.

Lá fora, aumenta a expectativa para o referendo que vai votar a constituição nacional da Itália. A votação ocorre no dia 4 de dezembro e a preocupação do mercado é que a população italiana possa rejeitar as medidas de austeridade. "Acho que isso pode aumentar a aversão a risco, mas há o Banco Central Europeu com a política acomodatícia que pode ser um contraponto a esse evento e ajudar a estabilizar os preços no curto prazo", afirma a economista-chefe.

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