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Percentual de endividados em SP cai ao menor nível em dois anos

O percentual de endividados na cidade de São Paulo caiu pelo terceiro mês consecutivo e, em fevereiro, 48,5% das famílias declararam ter algum tipo de dívida, queda de 0,7 ponto porcentual em relação a janeiro, segundo dados da FecomercioSP. No comparativo com o mesmo período do ano passado, quando a proporção era de 51,1%, o recuo foi de 2,6 pontos. É o menor percentual desde março de 2015, segundo a entidade.


Em números absolutos, o total de famílias endividadas passou de 1,899 milhão em janeiro para 1,873 milhão em fevereiro, sendo que no mesmo mês de 2016, esse número era de 1,959 milhão, uma redução de 86 mil.


Para a entidade, além da utilização do 13º salário para quitar dívidas, parte da queda no endividamento em fevereiro pode ser explicada também pelo conservadorismo dos consumidores que, diante da crise econômica e do receio do desemprego, estão avessos à tomada de crédito.


Na segmentação por renda, o endividamento é maior entre as famílias que ganham até dez salários mínimos: 52,8% em fevereiro, ante 54,0% em janeiro. Para as famílias com renda superior a dez salários mínimos, o porcentual de endividados foi de 35,9% em fevereiro, ante 35,4%.


Para os consumidores endividados, o prazo médio de comprometimento da renda teve maior incidência nos prazos por mais de um ano (34,0%) e até três meses (24,7%). O restante divide-se nos períodos entre 3 e 6 meses (21,2%) e entre seis meses e um ano (17,6%).


A inadimplência, que em agosto/setembro de 2016 atingiu o maior patamar em quatro anos (19,9%), caiu pelo quinto mês consecutivo, passando de 16,9% em janeiro para 16,5% em fevereiro.


A proporção de famílias com contas em atraso também caiu (0,6 ponto) em relação ao mesmo período do ano passado quando registrava 17,1%. Já a proporção de famílias que não terão condições de pagar as contas no próximo mês subiu pelo segundo mês consecutivo, passando de 7,4% em janeiro para 8,4% em fevereiro e também é superior ao registrado em fevereiro de 2016 quando 6,5% das famílias declararam estar nessa situação.


Dentre as famílias com contas em atraso, 57,9% delas têm contas vencidas há mais de 90 dias; 23,3% têm contas atrasadas entre 30 e 90 dias; enquanto que 17,3% do total de famílias estão com dívidas atrasadas por até 30 dias.


Tipos de dívida


O principal tipo de dívida continua sendo o cartão de crédito, que foi utilizado por 70,0% das famílias paulistanas em fevereiro.


Em seguida, estiveram entre os preferidos para tomar crédito os carnês (13,3%), o crédito pessoal (12,2%), o financiamento de carro (12,0%), o financiamento de casa (11,9%), o cheque especial (7,7%) e o crédito consignado (3,6%).

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