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Dólar tem maior alta em duas semanas por receio fiscal

O mercado de câmbio no Brasil repercutiu com força a piora da percepção de risco em torno do ajuste fiscal. O dólar saltou 1,34%, a R$ 3,1378, na maior alta em duas semanas e para o maior patamar em sete pregões. O real teve o desempenho mais fraco entre 33 moedas nesta sessão. O grau de incerteza no câmbio sofreu a maior alta desde a eleição presidencial americana, há quase cinco meses.


Houve claro fluxo negativo hoje, segundo o profissional de tesouraria de um banco estrangeiro, que acrescenta estar vendo saída de recursos ao longo de toda esta semana.


No centro desse movimento está a ideia de que o governo corre o risco de precisar fazer mais concessões para obter a aprovação de reformas, sobretudo a da Previdência. A exclusão de servidores municipais e estaduais da Reforma da Previdência já causou ruídos na manhã de ontem, e as incertezas ganharam força com a frustração pela não divulgação do contingenciamento do Orçamento e - posteriormente e principalmente - pelo placar da votação do projeto de lei que permite terceirização em empresas privadas e no serviço público. Dos 428 deputados que estavam presentes, 231 votaram a favor da proposta e 188, contra, com oito abstenções. O placar foi considerado apertado. A Reforma da Previdência precisa de 308 votos a favor na Câmara dos Deputados.


"Ainda não há mudança estrutural de expectativa, mas é natural que o mercado ajuste os preços para considerar mais riscos de algum revés no caminho da reforma da Previdência", diz o economista do Banco Pine Marco Caruso.

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