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Bolsas de NY fecham em alta com otimismo sobre fundamentos econômicos

Apesar das incertezas políticas lançadas pelo fracasso do projeto republicano de revogação e substituição do Obamacare, os fundamentos econômicos positivos nos Estados Unidos, como as perspectivas de aceleração do crescimento e dos lucros corporativos, sustentaram uma atmosfera de otimismo contido nos mercados globais nas sessões recentes. Por isso, bastou uma fagulha - emanada pelo índice de confiança do consumidor americano em março, que alcançou o maior nível em 16 anos - para provocar nova ignição do apetite ao risco.


Após ajustes, o Dow Jones fechou em alta de 0,73%, a 20.701,50 pontos e quebrou uma sequência de oito pregões em baixa. O S&P 500 ganhou 0,73%, a 2.358,57 pontos. O Nasdaq avançou 0,60%, a 5.875,13 pontos.


No S&P 500, dez de 11 setores fecharam no território positivo. Os destaques foram os papéis de energia, financeiros, industriais e de matérias-primas, com altas de, respectivamente, 1,41%, 1,36%, 1,13% e 1,16%.


No Dow Jones, a fila dos ganhos foi puxada pelas ações da Apple, com avanço de 2,07%, seguidas das do Goldman Sachs, que ganharam 1,65%. O índice de "blue chips" registrou apenas três papéis, entre 30 componentes, em queda.


As ações da fabricante do iPhone continuam a empurrar a régua dos recordes para cima. Hoje os papéis alcançaram o quinto recorde do mês e o 11º do ano, ao fechar em US$ 143,79.


No campo político, os investidores se mantiveram com o sentimento dividido nesta terça-feira. As opiniões oscilaram entre a suspeição sobre a capacidade de o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de levar adiante sua agenda de reformas e a esperança de que o governo consiga aprovar a parte favorável ao crescimento das propostas, como os cortes de tributos e a ampliação dos gastos com infraestrutura.


Diante de expectativas conflitantes para o futuro de curto prazo da política americana, os mercados preferiram se agarrar aos fatos. A economia dos EUA continua a mostrar sinais de maior fôlego. Hoje foi a vez do índice de confiança do consumidor do Conference Board surpreender. O indicador de março subiu para 125,6 neste mês ante 116,1 em fevereiro. A leitura alcançou o maior valor desde dezembro de 2000.


A divulgação do dado impulsionou os ativos de risco, os yields (retorno ao investidor) dos Treasuries - títulos do Tesouro americano - e o dólar. Os movimentos ganharam mais força após os discursos do vice-presidente do Federal Reserve, Stanley Fischer, e da presidente do Fed de Kansas City, Esther George, que reforçaram a visão otimista sobre as projeções econômicas e de inflação, mesmo sem levar em conta um pacote de estímulos fiscais.


Fischer ressaltou a perspectiva de que o banco central dos EUA deve elevar os juros mais duas vezes neste ano, diante do cenário positivo no país. George, por sua vez, destacou que a maior economia do mundo desfruta de "uma das mais longas expansões já vistas".

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