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Temer: "Sem diálogo com o Congresso, seria impossível conduzir o país"

Em meio aos esforços para aprovação da reforma da Previdência, o presidente Michel Temer usou boa parte do seu discurso na conferência anual do Bank of America Merrill Lynch para afagar o Congresso Nacional, elogiando a aprovação rápida de temas como a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) do teto dos gastos.


"No presidencialismo democrático, você governa com o apoio do Congresso. Sem diálogo com o Congresso, seria impossível conduzir o país", disse Temer para uma plateia de investidores e clientes do banco, acrescentando que o governo tem uma base parlamentar sólida e que, 'em brevíssimo tempo', será aprovada a modernização da legislação trabalhista.


Temer voltou a pregar a necessidade de promover a reforma da Previdência para a saúde das finanças públicas. Segundo o presidente, o sistema previdenciário até suporta alguns anos com "prejuízos monumentais", mas que, sem uma reforma, em 2024, haveria recursos apenas para pagar servidores públicos e aposentadorias. Não haveria dinheiro, segundo Temer, para investimentos e programas sociais. Para ele, sem mudanças na Previdência, o Brasil pode enfrentar crise fiscal semelhante a de países europeus como a Grécia, em que houve redução dos valores das aposentadorias.


"É preciso aproveitar este momento, com apoio do Congresso, para fazer essa reforma da Previdência", disse Temer, acusando opositores de circular informações inverídicas sobre a proposta. Ele citou dados para mostrar que, com as novas regras, que preveem que as pessoas se aposentem aos 65 anos com pelo menos 25 anos de contribuição, o valor das aposentadorias seria maior do que o atual.


Apesar de defender com afinco as mudanças nas regras da aposentadoria, Temer disse não ser verdadeira a ideia de que "ou se faz a reforma da Previdência" ou haveria uma piora da economia. "Não é verdade", disse. "Mas com a reforma, a economia continua indo para cima."


O presidente voltou a comemorar a desaceleração da inflação e disse que é provável que a taxa Selic caia para um dígito. Celebrando o que considera a volta da credibilidade do país, ao citar a mudança da perspectiva do rating do país pela agência de classificação de crédito Moody's e o leilão de concessão de aeroportos, Temer afirmou que, embora ainda não tenha se recuperado por inteiro, a economia começa a decolar. "Gostaria muitíssimo que todos acreditassem no Brasil, que está saindo da recessão", afirmou.


Temer ainda exortou os investidores a "divulgar" as medidas do governo no Brasil e no exterior. "Aos investidores, digo, sem medo de errar: pode investir no Brasil, que tem rumo e está sendo colocado nos trilhos", disse, que, ao final do discurso, foi aplaudido de pé pela plateia.

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