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FGV aponta alta na confiança do consumidor, mas sinaliza futura piora

Depois de cair 3,1 pontos em abril, o Índice de Confiança do Consumidor (ICC) avançou 2 pontos em maio, para 84,2 pontos, feitos os ajustes sazonais, informa a Fundação Getúlio Vargas (FGV). Na comparação com o mesmo período do ano passado, houve alta de 13,5 pontos.


Ambos os aumentos foram puxados pela melhora das expectativas.


A FGV ponderou, contudo, que o indicador ainda não captou os efeitos da crise política, que se aprofundou na quarta-feira passada (17) com a delação de Joesley Batista, da JBS, envolvendo o presidente Michel Temer.


"Houve recuperação de parte da perda de confiança do mês anterior. O resultado foi influenciado pela melhora das expectativas com relação à situação financeira das famílias e ao ímpeto de compras, ambos os quesitos positivamente influenciados pela inflação mais baixa e os juros nominais em queda",afirmou, em nota, Viviane Seda Bittencourt, coordenadora da Sondagem do Consumidor. "O aprofundamento da crise política no país a partir do dia 17 ainda não foi detectada na pesquisa deste mês, embora o resultado da coleta de dados posterior a esta data sinalize que o aumento de incertezas motivará uma cautela maior dos consumidores nos próximos meses".


Em maio, a percepção dos consumidores quanto à situação atual permaneceu relativamente estável, com queda de 0,3 ponto no Índice da Situação Atual (ISA), para 70,5 pontos, enquanto o Índice de Expectativas (IE) avançou 3,5 pontos, atingindo 94,6 pontos.


O indicador de situação financeira atual das famílias caiu 1,3 ponto, para64,1 pontos, omaior recuo desde dezembro de 2016 (quando houve queda de 4,6 pontos). Mas as expectativas sobre a situação financeira nos próximos meses voltaram a melhorar e atingiram 95,5 pontos, o maior nível desde outubro de 2014 (quando o patamar era de 96,4 pontos).


Com melhores perspectivas sobre as finanças familiares, os consumidores também responderam de forma mais favorável ao quesito que mede o ímpeto por compras de bens duráveis, que exerceu a maior influência sobre o ICC no mês, com alta de 7,4 pontos, para 78,5 pontos, recuperando a queda de 7,2 pontos apresentada no mês anterior.


Entre as diferentes faixas de renda a evolução da confiança não foi homogênea. As famílias com renda mensal até R$ 2.100,00 e acima de R$ 9.600,00 recuperaram a queda da confiança ocorrida no mês anterior.


Já as famílias com renda mensal entre R$ 2.100,01 e R$ 9.600,00 registraram novas perdas.Especificamente para os consumidores com renda familiar entre R$ 2.100 e R$ 4.800, a queda é consequência de uma piora da situação financeira familiar, que atingiu o menor nível já apresentado para este quesito entre todas as rendas: 40 pontos.


A sondagem do consumidor de maio colheu informações de 1.970 domicílios entre os dias 2 e 20 de maio.

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