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Perspectivas sobre juros e Vale ajudam Ibovespa; dólar cai

A bolsa de valores brasileira opera em alta embalada pelas perspectivas de redução nas taxas de juros, que impulsionam as ações do setor de consumo, e pelos ganhos da Vale diante do avanço do minério de ferro.


O Ibovespa, principal índice do mercado acionário, ganhava 0,83%, com 62.840 pontos, às 13h10.


A projeção média dos economistas para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2017 baixou de 3,38% para 3,46% no levantamento divulgado logo cedo. Embora a previsão majoritária ainda seja de que o Comitê de Política Monetária do BC (Copom) vá cortar a Selic em 0,75 ponto percentual na sua reunião do final deste mês, têm crescido as apostas de uma redução mais ousada. O Bank of America foi o último a mudar a sua estimativa, passando a prever um corte de um ponto percentual na taxa ainda em julho, conforme relatório enviado a clientes nesta segunda-feira.


Assim, empresas que dependem da demanda interna destacam-se entre as maiores elevações da Bovespa.


O Índice de Consumo da B3, que reúne ações das empresas do setor, avançava 0,92% há pouco. O Pão de Açúcar tinha alta de 3,12%, a R$ 65,72, e a ação das Lojas Renner ganhava 1,71%, a R$ 27,95.


Depois de o minério de ferro avançar 2% hoje, para US$ 64,05 a tonelada, a ação preferencial da Vale ganhava 1,55%, a R$ 27,46, e a ordinária subia 1,94%, para R$ 29,45. O Índice de Materiais Básicos da bolsa avançava 1,39%, na maior elevação entre sete grupos setoriais.


Essas boas notícias pontuais contribuíam para contrabalançar um pouco a tensão do mercado com o cenário político.


Os investidores aguardam para a tarde de hoje a leitura, na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados, do relatório do deputado federal Sergio Zveiter (PMDB-RJ) sobre a denúncia do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, do presidente Michel Temer (PMDB) por corrupção. O parecer deve ser favorável ao seguimento da denúncia, segundo os jornais locais.


Enquanto o governo afirma ter maioria para derrotar o relatório na votação na comissão, a movimentação do presidente da casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ), é observada com máxima atenção no mercado, que tenta medir as chances de uma nova mudança na chefia do Poder Executivo em meio a desencontradas notícias sobre as opiniões do eventual substituto de Temer a respeito da atual política econômica.


Dólar


O real volta a ser destaque positivo nos mercados globais de câmbio, consolidando o posto de moeda com melhor desempenho no mês.


Grandes bancos, como Morgan Stanley e BofA, seguem vendo o dólar em até R$ 3,40 ao longo deste ano. Os retornos elevados do real, apesar do juro em queda, e a expectativa de um cenário para emergentes sem rupturas amparam as estimativas relativamente comportadas.


Um misto de "esperança" de andamento de reformas com uma eventual troca de governo e o cenário externo favorável a risco neste começo de semana colabora para a performance da divisa doméstica, que nos últimos dois meses esteve nas últimas colocações no mercado global.


O mercado se sente mais seguro na venda de dólares na esteira também da sinalização do Banco Central de rolagem integral dos contratos de swap cambial tradicional com vencimento em agosto.


O BC colocou hoje todos os 8.300 papéis ofertados. Mantido esse ritmo até o fim do mês, o BC postergará o vencimento de todos os US$ 6,181 bilhões em swaps que expiram em agosto. No total, há US$ 27,764 bilhões nesses contratos no mercado.


Às 13h10, o dólar comercial caía 0,60%, a R$ 3,2636, depois de bater R$ 3,2582, mínima em um mês.






Juros


Os contratos de juros futuros caíam depois de a pesquisa semanal Focus, do Banco Central, apontar uma diminuição das expectativas para a inflação.


ODI janeiro/2018 tinha taxa de 8,785% (8,790% no ajuste anterior).O DI janeiro/2019 cedia a 8,750% (8,790% no último ajuste).O DI janeiro/2021 indicava 9,960% (10,010% no ajuste anterior). E o DI janeiro/2023 caía a 10,470% (10,560% no último ajuste).









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