Juros futuros voltam a cair, com dólar na mínima em 2 meses

As vendas voltaram a prevalecer no mercado de juros da B3 nesta terça-feira. A diferença entre os DIs janeiro/2019 e janeiro/2018 renovou mínima desde a delação da JBS, em maio, refletindo o fortalecimento de apostas de Selic ainda mais baixa até o ano que vem.


A queda do dólar sustentou a perda de prêmio na renda fixa. A moeda recuava pelo oitavo pregão seguido, a R$ 3,15, nas mínimas desde também 17 de maio, última sessão antes de o presidente Temer ser acusado pelo empresário Joesley Batista de avalizar a compra do silêncio do ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha.


A forte queda recente já contabilizada nos juros e as incertezas à frente levam investidores a atualizar estratégias.


O BNP Paribas decidiu encerrar posição vendida em DI janeiro/2019, depois que a taxa bateu 8,56%. A meta era 8,5%, mas a equipe de estratégia do banco na América Latina entende que já há menor prêmio nesse nível e que serão necessárias novas notícias para trazer o DI ainda mais para baixo.


A Renascença enxergava mais "valor" no DI janeiro/2023 bem acima de 10%. Hoje, a taxa estava em 10,06%, queda de mais de 200 pontos-base em relação à máxima de 12,15% alcançada em 19 de maio. Com isso, a casa se volta para juro real de prazos mais longos, em patamares próximos de 5,5% ao ano. O estrategista de renda fixa da Renascença, Pedro Barbosa, destaca a NTN-B 2045, que nesta terça-feira é negociada com taxa de 5,51% no mercado secundário. "Um patamar de 5% seria uma meta interessante neste momento", diz o estrategista.


O condutor de curto prazo do mercado é o IPCA-15 de julho, para o qual algumas casas preveem deflação. O indicador será divulgado na quinta-feira.


Ao fim do pregão regular, às 16h, o DI janeiro/2018 caía a 8,645% (8,665% no ajuste anterior). O DI janeiro/2019 cedia a 8,510% (8,550% no ajuste anterior).A diferença entre as duas taxas recuou hoje a -13,5 pontos-base (-11,5 pontos ontem). É o menor patamar desde 17 de maio (-15 pontos).


Entre as taxas mais longas, o DI janeiro/2021 recuava a 9,580% (9,620% no ajuste anterior). E o DI janeiro/2023 tinha queda para 10,060% (10,110% no ajuste anterior). Já diferença entre esses DIs se manteve em 155 pontos-base, nas mínimas em um mês.

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