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Moro amplia prazo para PF concluir investigação sobre Bendine

O juiz federal Sergio Moro determinou nesta sexta-feira que a Polícia Federal (PF) e o Ministério Público Federal (MPF) ampliou para 25 de agosto o prazo de conclusão do inquérito em que o ex-presidente do Banco do Brasil e da Petrobras Aldemir Bendine é investigado por suspeita de corrupção passiva e lavagem de dinheiro relacionadas ao caso Petrobras. Bendine está preso preventivamente na sede da PF de Curitiba. Ele foi preso em 27 de julho durante a "Operação Cobra", 42ª fase da Lava-Jato em Curitiba.


Nessa fase da operação, também foram presos Antônio Carlos Vieira da Silva Junior e André Gustavo Vieira da Silva, suspeitos de operar propinas. Como há investigados presos, o prazo inicial para conclusão do inquérito era 10 de agosto.


"A autoridade policial representou, não obstante, pela prorrogação do prazo, uma vez que 'pendentes os trabalhos periciais'. O caso, integrante da assim denominada Operação Lava-Jato, reveste-se de certa complexidade (...). Razoável, então, não ter havido tempo hábil para a análise de todo o material apreendido, conforme notícia a autoridade policial, sendo salutar a concessão do prazo adicional previsto em lei para a finalização da investigação", decidiu Moro.


Se os investigadores concluírem que Bendine praticou ilícito, ele será denunciado por corrupção passiva e lavagem de dinheiro.


De acordo com a investigação da Lava-Jato, Bendine pode ter recebido propina paga pelo setor de operações estruturadas da Odebrecht, divisão de contabilidade e custeio de propina do grupo empresarial. O executivo nega ter recebido vantagem ilícita ou participado de qualquer irregularidade.


Os delatores Fernando Luiz Reis, ex-presidente da Odebrecht Ambiental, e Marcelo Odebrecht, ex-presidente do grupo, afirmaram ter feito pagamento de R$ 3 milhões a Bendine, para que ele, enquanto presidente da Petrobras (de fevereiro de 2015 a maio de 2016) passasse a defender os interesses da Odebrecht na estatal.


"Segundo se denota, Aldemir Bendine teria sido estrategicamente posicionado pelo governo federal na presidência da Petrobras para mitigar os efeitos econômicos da Operação Lava-Jato sobre as empresas investigadas, como forma de desestimular a celebração de acordos de colaboração e leniência com o Ministério Público Federal", afirmam os 13 procuradores da força-tarefa no pedido de prisão preventiva de Bendine ao juiz.

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