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Juros futuros passam por ajuste e recuam na sessão desta terça-feira

06/02/2018 18h09

Os juros futuros de longo prazo experimentaram ajustes de baixa nesta terça-feira, num dia bem mais calmo que ontem, quando uma onda de vendas no mercado acionário americano puxou o dólar para cima e elevou a demanda por proteção no mercado brasileiro de DI.


Hoje, os mercados de Wall Street interrompem as quedas, e o índice de volatilidade VIX tem baixa após dobrar de valor na véspera. Mas a melhora nas praças financeiras nos EUA, mesmo depois de dois dias de fortes perdas, desencoraja avaliações de que o pior já passou."É natural que depois de uma liquidação como a de ontem o mercado dê uma pausa. Mas dizer que é o fim das vendas é outra história", diz um gestor que pediu para não ser identificado.


Em termos de política monetária no Brasil, a turbulência recente ainda não é vista como razão para o Banco Central deixar de cortar a Selic em 0,25 ponto percentual na decisão desta quarta-feira. Ajuda a informação de que o IGP-DI de janeiro (0,58%) desacelerou a alta frente a dezembro passado (0,74%).


Desde a reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) de dezembro, as leituras de preços foram diversas, mas ainda sinalizam alta em ritmo abaixo do centro da meta para este ano (4,5%). O risco de a reforma da Previdência não ser aprovada em 2018 é um ponto de atenção, mas o presidente do BC, Ilan Goldfajn, já havia deixado claro em entrevista ao Valor que o colegiado observa a situação econômica como um todo e não apenas um elemento. "Nada do Copom é binário", disse ele ao jornalem dezembro.


Por outro lado, Ilan destacou no fim de janeiro a importância da aprovação da reforma enquanto o cenário externo é favorável. Na ocasião, afirmou ainda que o principal risco à inflação vem de fora.


Segundo analistas, o canal de transmissão de uma turbulência global para a inflação é a taxa de câmbio. O dólar sobe quase 2% em fevereiro, mas ainda recua 2,12% no acumulado do ano. E mesmo uma apreciação adicional, contanto que gradual, não seria motivo para o BC abortar o plano de corte de juros amanhã, de acordo com profissionais do mercado.


A grande questão é o Copom de março. E, na dúvida, o mercado reduz fichas num corte de 0,25 ponto no terceiro mês do ano. Segundo as apostas, a probabilidade de redução de 0,25 ponto da Selic em março cai hoje a 17%, ante quase 25% ontem.


Ao fim do pregão regular, às 16h, o DI janeiro/2019 tinha taxa de 6,825% ao ano (6,82% no ajuste anterior).O DI janeiro/2020 caía a 8,070% (8,09% no ajuste anterior).O DI janeiro/2021 cedia a 8,910% (8,94% no ajuste anterior).E o DI janeiro/2023 recuava a 9,590% (9,66% no ajuste anterior).

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