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Ajustes continuam e Ibovespa cai a 82 mil pontos

A trégua que se viu em Nova York não impediu um novo dia negativo para a bolsa brasileira. A continuidade dos ajustes de posições e a forte queda do petróleo determinaram uma nova rodada de baixa do Ibovespa, que perdeu a linha dos 83 mil pontos nesta quarta-feira (7). No fechamento, valia 82.767 pontos, baixa de 1,34%.


Foi no fim do dia que o índice acentuou as perdas, pressionado principalmente por Petrobras. A petroleira reage tanto ao movimento de ajuste que se ainda se vê no mercado local, após a forte queda das bolsas americanas, quanto ao recuo do petróleo - nesta tarde, o Brent cedia 1,59% a US$ 65,80, enquanto o WTI recuava 2,26%.


Assim, as ações de Petrobras lideraram a queda e também o giro da bolsa. O papel PN caiu 2,75%, com volume de negócios de R$ 1,225 bilhão, enquanto Petrobras ON perdeu 2,87%.


Segundo operadores, mesmo com a trégua que se vê hoje nas bolsas americanas, ainda existe um movimento de saída de investidores estrangeiros do mercado local.


"Há uma reavaliação de preço de ativos e de posições", afirma um profissional. O ponto é que, com a perspectiva de alta maior de juros pelo Fed, existe uma natural reprecificação de ativos, que afeta diretamente mercados emergentes. "Tudo ainda tem cara de correção, mas é um movimento que ninguém sabe quando acaba", define um operador.


Segundo Cris Natividade, analista da corretora Nova Futura, o índice ainda tem ativos "esticados", caso dos papéis dos bancos. Depois de passar o dia perto da estabilidade, por exemplo, o Itaú Unibanco PN intensificou perdas e caiu 1,41%."Até 77 mil pontos ainda estaremos falando em correção após a escalada até 86 mil pontos", afirma. "E muita gente sofre perdas intensas em dias de estresse grande como o que vimos, então o investidor prefere ter mais cuidado agora."

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