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Contra "Estado-empresário", Alckmin pensa em privatizar a Petrobras

(Atualizada às 14h39) Presidente do PSDB e pré-candidato à Presidência da República, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, afirmou na manhã desta terça-feira (7) que vários setores da Petrobras serão privatizados caso ele vença a disputa pelo Palácio do Planalto.


Mesmo a privatização total da empresa não está descartada pelo tucano, que se disse "totalmente favorável" à medida.


"Muitos setores da Petrobras podem ser privatizados. Inúmeras áreas que não são o 'core', o centro objetivo da empresa, tudo [isso] pode ser privatizado. Se tivermos um bom marco regulatório, até pode, no futuro, privatizar tudo", afirmou Alckmin em Brasília.Na capital federal, o tucano participou de reunião com representantes de setores da indústria na sede do Sinduscon local.


"Concessão mal-feita é pior que estatal", disse.Alckmin pregou que o próximo presidente faça uma "reforma de Estado pra valer". A reforma política será uma prioridade dos seus primeiros meses de governo, se eleito, garantiu.


"Picolé de chuchu"


Ainda na casa de um dígito nas pesquisas de intenção de voto, Alckmin argumentou que a população fará escolhas seguras no futuro. "O Brasil precisa de construtores na política, chega de gladiadores."


O tucano brincou até com um famoso apelido que lhe foi apregoado no meio político, de "picolé de chuchu", por conta do pouco carisma. "Não sou showman, me apelidaram de picolé de chuchu. Precisamos é resolver problemas."


"Estado-empresário"


Alckmin prometeu "ampliar muito" a participação da iniciativa privada. "Defendo sim que não tenhamos Estado-empresário", disse o tucano, após reunião da executiva nacional do PSDB, em Brasília.


"Distribuição, por exemplo, não precisa ser da Petrobras. Tem 147 empresas, precisa olhar uma a uma. Quando fui vice-governador do [Mário] Covas, comandei processo de privatizações em São Paulo. A Petrobras não é primeiro ou único caso", disse, afirmando ainda ter uma equipe estudando modelos de concessão e PPP.


Ele ressalvou, porém, que a "Petrobras hoje está muito bem gerida pelo Pedro Parente".


Questionado sobre a incoerência de defender as privatizações agora, ao contrário do que fez na campanha presidencial em 2006, Alckmin lembrou que, à época, sofreu com acusações do PT e do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

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