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Dólar comercial supera R$ 3,28 em meio a cautela com cena externa

O dólar apresentava leve alta no início da segunda hora de operações, após ter aberto no terreno negativo. As preocupações com uma nova onda de vendas em Nova York ainda pesam no ambiente de negócios, apesar de atrégua dos mercados americanos até o momento abrir caminho para a melhora dos ativos de risco.

A cautela no Brasil também inclui a proximidade do feriado do Carnaval, período em que as bolsas no exterior continuarão operando sob o risco da turbulência prolongada. Com este pano de fundo, o mercado brasileiro de câmbio registra hoje um desempenho mais fraco que os principais emergentes.

Às 10h08, o dólar comercial subia 0,11%, a R$ 3,2865, tendo tocado R$ 3,2926 na máxima, por ora, e R$ 3,2682 na mínima.

Já o contrato futuro para março subia 0,02%, a R$ 3,2940.

Os juros futuros de prazos mais longos voltam a operar em alta. O DI janeiro/2023 avançava a 9,620% (9,590% no ajuste anterior). Já o DI janeiro/2021 marcava a 8,840% (8,850% no ajuste anterior).

Vale apontar que os vértices mais curtos recuavam, dando continuidade à redução de prêmio de risco sobre um aperto monetário iminente. O Banco Central (BC) já sinalizou que caminha para o fim do ciclo de corte de juros. No entanto, a inflação baixa justifica a leitura de que não haverá alta das taxas tão cedo. Hoje, a queda nas vendas no varejo de dezembro também reitera a leitura de que a recuperação da atividade ainda é gradual, sem grandes riscos de um impulso inflacionário.

O DI janeiro/2019 caía a 6,710% (6,740% no ajuste anterior) e o DI janeiro/2020 recuava a 7,950% (7,970% no ajuste anterior).

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