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Renner: Consumidor está mais sensível a preços e evita juros

Apesar da ligeira recuperação da economia, os consumidores ainda estão sensíveis a preços e evitando as compras com juros. A avaliação é de Laurence Gomes, diretor financeiro e de relações com investidores da Renner, em teleconferência com analistas nesta sexta-feira (9) sobre os resultados financeiros do quarto trimestre de 2017.


"O cliente está cauteloso e evitando o alongamento do prazo das compras para não pagar juros", afirmou o executivo, ao comentar o desempenho do Cartão Renner. Entre os produtos financeiros, a receita do private label caiu 1,5% no trimestre, para R$ 87 milhões.


Gomes disse que a companhia pretende revitalizar o cartão próprio ao longo deste ano, fazendo alterações nas assistências e no seguro.


Lojas fechadas


Entre o quarto trimestre do ano passado e o início deste ano, a varejista encerrou as operações de cinco unidades das marcas Renner e Youcom. Segundo José Galló, diretor-presidente, esses estabelecimentos eram antigos e estavam com baixo rendimento.


"Foram fechadas lojas de rua e em shoppings. Não temos a intenção de fechar mais unidades neste ano. Foi a primeira vez que isso aconteceu na companhia e estamos monitorando a rentabilidade das lojas", disse o executivo.


A expectativa da administração é de que os clientes dessas unidades sejam absorvidos por outras lojas das marcas que estão próximas.


Galló destacou que a empresa é bastante rígida para a abertura de lojas, exigindo uma Taxa Interna de Retorno (TIR) relativamente maior que o custo médio ponderado do capital (WACC, na sigla em inglês).


Margem bruta


A margem bruta da varejista deverá registrar uma expansão gradual ao longo deste ano, voltando a níveis observados em 2016, segundo Laurence Gomes.


De outubro a dezembro do ano passado, a empresa reportou margem bruta da operação de varejo em 57%, aumento de 1,2 ponto percentual em base anual. Em 2017, a margem ficou em 55,7%, estável na comparação com o ano anterior.


"Vislumbramos que 2018 seja mais favorável devido às condições econômicas. Acreditamos na continuidade da retomada da economia, que está sendo liderada pelo consumo. Além disso, o ambiente promocional deverá se estabilizar", disse Gomes.


Para este ano, a varejista de vestuário trabalha com dólar médio de R$ 3,30.


Segundo José Galló, neste ano a Renner continuará investindo em melhorias para elevar a produtividade e ampliar a experiência multicanal dos consumidores. "Queremos capturar as tendências da moda e aumentar a interação com a área de compras para sermos mais assertivos nas coleções".


Galló disse que a companhia está apostando pesado na integração entre as lojas física e a on-line, assim como outros operadores mundiais estão fazendo.


Na parte financeira, o executivo mencionou que a constituição da financeira do grupo no ano passado, a Realize, dará suporte importante para o negócio, pois possibilitará à rede ter mais agilidade e ofertar mais serviços à base de 6,7 milhões de cartões.


A varejista de vestuário espera abrir em torno de 70 lojas, mantendo o ritmo de aberturas de 2017. Do total, 25 a 30 lojas serão da Renner; no ano passado, foram 30.


A companhia também prevê abrir entre 10 e 15 unidades da Camicado e de 20 a 25 lojas da Youcom. Em 2017 foram abertas 13 Camicado e 25 Youcom.

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