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Ibovespa fecha em alta com exterior e retoma nível "pré-crash"

Um dia depois de ter registrado a maior variação desde a condenação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), o Ibovespa continuou a sequência de ganhos com o exterior e recuperou os patamares perdidos depois do "crash relâmpago" da semana passada, que forçou uma venda global de ativos de renda variável.


No fechamento da sessão desta quinta-feira (15), o Ibovespa subiu 0,90%, aos 84.291 pontos, depois de registrar no dia uma máxima nos 84.686 pontos. O volume negociado foi de R$ 8,45 bilhões.


O movimento de correção das bolsas americanas depois do pânico que dominou os mercados na última semana inspirou um ritmo melhor globalmente. Com isso, o Ibovespa conseguiu voltar ao maior nível de fechamento desde 1º de fevereiro, quando ficou nos 85.495 pontos. Dali para frente, o "sell-off" global colocou o índice na faixa dos 80 mil pontos.


A recuperação vista nos dois últimos dias, no entanto, ainda não foi o bastante para levar o Ibovespa às máximas históricas alcançadas logo depois que Lula foi condenado em segundo instância no caso tríplex. Mas, mesmo assim, demonstra, na leitura de analistas e operadores, que o mercado brasileiro conta com uma notável força ante o crescimento recente da instabilidade.


Para Renato Ometto, sócio da Mauá Capital, o fato de o Ibovespa ter caído menos do que os ativos em Wall Street e dar sequência à recuperação em dia de mercado externo positivo demonstra que há demanda do investidor estrangeiro pelo Brasil. Desde que o surto de vendas atingiu os mercados, os não residentes já retiraram R$ 2,5 bilhões da bolsa, e o saldo em 2018, que chegou a R$ 10 bilhões no começo de fevereiro, agora está em R$ 5,2 bilhões.


Destaques


A realocação dos estrangeiros agora explica os ganhos das "blue chips", ativos mais líquidos e de maior peso no Ibovespa, como Petrobras PN (+0,78%) e Vale ON (+3,24%). Mas as oportunidades de compra abertas com as quedas e a perspectiva ainda firme de retomada econômica no Brasil também justificam os ganhos das varejistas. Magazine Luiza (+6,04%) e Lojas Renner (+3,24%) foram grandes destaques do dia.


Além da recuperação da atividade brasileira, a perspectiva de redução adicional da taxa de juros reforça apostas de melhora financeira para as empresas. Na ata do Comitê de Política Monetária (Copom) divulgada nesta quinta, a autoridade monetária abriu espaço para apostas de corte adicional da Selic, o que também colaborou para os ganhos do Ibovespa hoje.

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