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WEG vê lucro avançar no primeiro trimestre

18/04/2018 08h38

A fabricante de motores elétricos e outras máquinas WEG informou nesta quarta-feira (18) que obteve no primeiro trimestre um lucro líquido de R$ 285 milhões, um crescimento de 10,6% em relação aos R$ 258 milhões registrados no mesmo período de 2017. A margem líquida atingiu 11,2%, 0,9 ponto percentual inferior ao visto no primeiro trimestre de 2017.

A receita líquida com vendas, na mesma base de comparação, cresceu 19,5%, de R$ 2,1 bilhões para R$ 2,5 bilhões. Quando ajustada pela consolidação das aquisições da WEG Transformers USA e TGM, a receita cresce 14%.

A empresa afirma que o aumento da receita foi impulsionado pela melhora da conjuntura econômica e pela maior participação de novos negócios, como as usinas de energia solar. O crescimento do segmento de geração, transmissão e distribuição (GTD) continuou tendo efeitos positivos nos resultados. A receita com o mercado interno subiu 14%, a R$ 1,1 bilhão, representando 44% da receita líquida total.

No mercado externo, o crescimento ficou concentrado em equipamentos de ciclo curto, mas a WEG diz que encontrou oportunidades em projetos que demandam equipamentos de ciclo longo. A valorização do dólar também colaborou para o resultado de R$ 1,4 bilhão obtido no exterior, aumento de 24,5%.

O custo dos produtos vendidos cresceu 22% no primeiro trimestre, a R$ 1,8 bilhão, por conta da consolidação da compra da WEG Transformers USA.

O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) cresceu 15%, para R$ 380 milhões. A margem Ebitda foi de 14,9%, 0,6 ponto percentual menor que no primeiro trimestre de 2017. A WEG atribuiu este desempenho à aquisição da WEG Transformers USA e o crescimento rápido de novos negócios, como geração solar, que estão em fase de maturação e possuem margens operacionais mais baixas.

O resultado financeiro líquido foi positivo em R$ 28 milhões, mesmo valor registrado no primeiro trimestre de 2017, com o reconhecimento de receita de juros sobre renegociações contratuais com clientes, compensando as menores taxas de juros recebidas sobre a posição de caixa. A dívida financeira bruta somava R$ 4,2 bilhões, queda de 5,6%, sendo 38% em operações de curto prazo e 62% de longo prazo.

Os investimentos totalizaram R$ 62 milhões, com 60% destinado às unidades brasileiras para modernizar e expandir a capacidade produtiva.

Caixa

A fabricante catarinense consumiu ao todo R$ 130 milhões, ou 4% de seu caixa de dezembro para março, mas seguiu como uma empresa com caixa líquido ? ou seja, com disponibilidades maiores que o endividamento ? de R$ 430,4 milhões, 33,4% a menos do que no fim de 2017.

Segundo a empresa, durante o trimestre, foram gerados R$ 492,6 milhões em caixa das atividades operacionais e gastos R$ 410 milhões líquidos com amortizações, juros da dívida e outras atividades de financiamento. A companhia ainda investiu R$ 218,4 milhões, considerando manutenção, expansão e aquisições.

A dívida bruta da WEG terminou março em R$ 4,22 bilhões, alta de 2,7% sobre dezembro. Cerca de 38% dessas obrigações têm vencimento no curto prazo, em um ano, enquanto o restante será amortizado no longo prazo. A maior parte do endividamento (67%) está denominado em moeda estrangeira.

A fabricante de motores elétricos mostrou ainda em suas demonstrações financeiras que o retorno sobre capital investido dos 12 meses até o primeiro trimestre foi de 15,1%, 1,2 ponto percentual acima do mesmo período do ano passado. Segundo a companhia, a maior receita e eficiência tributária, aliada ao controle de despesas, compensou o capital empregado a mais por capital de giro e investimentos.