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Juros futuros fecham em alta com exterior e estimativa sobre inflação

Sinais de alerta pesaram sobre o mercado de juros futuros na última sessão de abril. As taxas dos contratos de DI voltaram a subir nesta segunda-feira (30), pressionadas pelo ambiente externo menos favorável a ativos de risco, que também pode custar uma melhora das perspectivas de inflação no Brasil.

As novas estimativas do Boletim Focus chamaram a atenção de alguns profissionais do mercado. De acordo com o documento, divulgado mais cedo nesta segunda, o IPCA esperado para 2019 teve um leve ajuste para cima, a 4,03%, interrompendo a sequência de melhora das últimas semanas, enquanto a inflação projetada para 2018 se manteve em 3,49%.

"Fica um sinal de alerta sobre um movimento que vinha sendo de melhora, de revisões para baixo nas estimativas", diz o trader Matheus Gallina, da Quantitas. O ambiente para inflação, afirma o profissional, ainda é benigno e o ajuste pode ter sido apenas pontual. Ainda assim, é um indício de preocupações com um quadro que conta com menos a ajuda externa e ainda é confrontado com persistentes incertezas com o quadro eleitoral.

Feriado e EUA

Hoje, o mercado de juros futuros trabalhou com a liquidez diária mais baixa desde meados de 2017. O giro por minuto estava em cerca de 1,1 mil contratos no fim da sessão regular, mas chegou a ficar abaixo de 800 papéis por minuto. O feriado no Brasil na terça (1º de maio) e em boa parte das praças internacionais já seria motivo suficiente para aumentar a cautela e afastar os players das mesas de operação. Mas o ambiente de negócios ganha um tom um pouco mais defensivo por causa da agenda carregada de eventos econômicos nos Estados Unidos nos próximos dias.

Agora, os agentes financeiros aguardam novos indícios sobre o ritmo de aperto monetário nos Estados Unidos. Na quarta-feira (2), o Federal Reserve anunciará sua decisão de política monetária. Não é desta vez que o banco central americano deve subir os juros. No entanto, persiste a cautela sobre um endurecimento do tom para seus próximos passos.

Até por causa dessa posição mais cautelosa e a recente disparada do dólar, a chance de a meta Selic cair para 6% neste ano parece cada vez mais remota. Ainda assim, a expectativa de queda de 0,25 ponto percentual da taxa, a 6,25%, na próxima decisão do Copom, ainda parece estar preservada. A probabilidade de colegiado aplicar o corte da Selic em 16 de maio gira atualmente em mais de 70%, de acordo com os preços no mercado de DI.

Às 16h, no fim da sessão regular, o DI janeiro/2019 marcava 6,225% (de 6,215% no ajuste anterior), oDI janeiro/2020 projetava 6,960% (6,910% no ajuste anterior), oDI janeiro/2021 apontava 7,940% (7,900% no ajuste anterior), oDI janeiro/2023 registrava 9,150% (9,110% no ajuste anterior) eo DI janeiro/2025 tinha taxa de 9,690% (9,640% no ajuste anterior).

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