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Consciência Negra? Empresário, fica um convite para os próximos 365 dias

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Amanda Abreu, Daniele Mattos e Veronica Dudiman

Amanda Abreu, Daniele Mattos e Veronica Dudiman

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Amanda Abreu, Daniele Mattos e Veronica Dudiman são sócias e cofundadoras da consultoria em diversidade Indique uma Preta.

20/11/2020 04h01

O mês de novembro é marcado pelo Dia da Consciência Negra, celebrado neste dia 20. Especialmente em um ano como 2020, em que a pauta racial ganhou um novo impulso pelo movimento Black Lives Matter em todo o mundo, é fundamental que as marcas e empresas entendam sua importância —mas não se limitem a um único mês para pensar sobre suas políticas de inclusão racial.

É preciso ter em vista que essa é uma responsabilidade de longo prazo. Por isso, fazemos aqui um convite: você está preparado para assumir um compromisso antirracista que tenha impacto em todos os 365 dias do ano?

A Indique uma Preta nasceu do inconformismo de um mercado de trabalho desigual em oportunidades para mulheres negras e hoje é uma potente rede de apoio e desenvolvimento com mais de 7 mil participantes. Em um ano atípico, como 2020, transformamos os aprendizados dos encontros nesse grupo em metodologias para apoiar empresas nesse caminho.

Nesse percurso, vemos que a inclusão da mulher negra no mercado de trabalho não é só uma pauta social. É, acima de tudo, uma ferramenta para transformação e evolução dos negócios.

Então porque essa inclusão não é pensada de maneira estratégica e planejada?

Barreiras e mitos sustentam estruturas sociais

Estudamos profundamente esse cenário e lançamos este ano a pesquisa Potências (In)visíveis, em parceria com a Box1824, que identificou as principais barreiras e mitos que sustentam essas estruturas sociais.

Dois fatores questionados pelas empresas, indicado como fator de dificuldade dos recrutadores, são a formação (e qualificação) das mulheres negras e o acesso a essas profissionais.

Além disso, mesmo as empresas que já desenvolvem iniciativas em prol da inclusão, ainda abordam a diversidade de forma genérica, incluindo todos os grupos minorizados em uma única estratégia. Por fim, a falta de iniciativa dos líderes em avançar nesses temas pelo medo de errar impede o avanço dessas questões.

Uma dificuldade: a inserção no mercado de trabalho

O caminho para esse ano de mudança e inclusão passa pela desconstrução dessas barreiras. De acordo com a pesquisa, mais de 2/3 das mulheres negras consideram a inserção no mercado de trabalho como uma das principais dificuldades.

Porém, mesmo com menos oportunidades, essas mulheres pretendem continuar se aprimorando profissionalmente. A chave dessa mudança está, portanto, na busca ativa desses perfis e na construção de um ambiente seguro para que elas se desenvolvam, olhando para as potencialidades de cada grupo individualmente e não como uma massa única.

A solução desse problema requer ação e seguir postergando a busca de soluções será cada vez mais identificado como uma atitude racista. É preciso perder o medo de errar e olhar para essa jornada: estabelecendo o compromisso, aprimorando os processos e potencializando essa transformação.

O grande vetor de mudança pode e deve ser quem tem o poder sobre as dina?micas do mercado de trabalho. Vamos assumir esse compromisso?

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