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OPINIÃO

Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados.

Acreditem: este será o maior (e melhor) carnaval de todos os tempos

Carnaval de Olinda, em Pernambuco                              - JC IMAGEM
Carnaval de Olinda, em Pernambuco Imagem: JC IMAGEM
Marcio Esher

Marcio Esher é sócio-diretor da Holding Clube, especializado em áreas como eventos, live marketing, shows, digital, campanhas de incentivo e produção de conteúdo. Formado em Publicidade pela Universidade Paulista, Esher é também conselheiro consultivo da AMPRO, associação brasileira de marketing promocional. Desde 2016, o profissional gerencia o desenvolvimento de projetos proprietários da Holding.

12/02/2021 16h59

O carnaval é, antes de mais nada, uma expressão cultural. Durante quatro (ou cinco) dias, um país inteiro vibra na mesma energia gerando experiências únicas que ficam para sempre na memória de quem as viveu.

Além do emocional, existe também o aspecto financeiro. Em 2020, o carnaval movimentou cerca de R$ 8 bilhões na economia nacional e empregou, direta ou indiretamente, mais de 25 mil pessoas.

Essa época é a ideal para ações de marketing das mais diferentes empresas: reúne pessoas engajadas, investimentos e uma infinidade de possibilidades para criar a interação de marcas com seus consumidores, que estão mais receptivos do que nunca.

Este ano, porém, não teremos carnaval. E agora?

Algo parecido aconteceu, pela última vez, há mais de cem anos. Em 1912, por conta da morte do Barão do Rio Branco, a festa foi adiada de fevereiro para abril. Ainda assim, nunca foi oficialmente cancelado.

É hora do marketing fazer a diferença

Diante da pandemia que vivemos, sem sombra de dúvidas, o cancelamento foi a melhor decisão. A segurança e saúde devem estar sempre em primeiro lugar.

Com o cancelamento, o prejuízo será imenso para diversos setores, como turismo, restaurantes e eventos. É um efeito cascata. As empresas não investem e a economia não gira. É nessa hora que o marketing pode (e deve) fazer a diferença.

Ações como oferecer um auxílio para os ambulantes que trabalhariam no carnaval de rua em outros anos, destinar os coolers que seriam utilizados em pontos de venda (PDV) para transportar a vacina contra a covid-19 ou convidar os foliões para curtirem o carnaval sem sair de casa são exemplos de iniciativas bem interessantes.

Além de fortalecer o relacionamento entre empresas e sociedade, são esses tipos de iniciativas que mantêm acesa a chama do carnaval, fomentando a alegria, superação e o espírito de esperança nos brasileiros, mesmo em uma época tão dura quanto a atual.

Se o momento é de levar entretenimento para as casas das pessoas e, com isso, evitar aglomerações, por outro lado essa situação será responsável por gerar uma demanda reprimida.

Vem aí o 'efeito revanche'

Quando tudo isso acabar, porque vai passar, o brasileiro estará ávido por viver intensamente o que não pôde aproveitar durante a pandemia. Esse é o famoso efeito revanche.

Shows, festas, espetáculos e tudo que envolver relações interpessoais certamente serão mais procurados e valorizados. Por melhor que seja a experiência online, nada substituirá a emoção e sensação do evento presencial.

Ao marketing, cabe aprender o que esse "carnaval 2.0", à distância, tem para ensinar - seja na utilização de ferramentas, estratégias disruptivas ou mesmo na adoção de novos canais.

Devemos nos preparar para o carnaval de 2022. Pelo cenário que se desenha, ele tem tudo para ser o maior e melhor carnaval de todos os tempos.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL

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