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Carla Araújo

REPORTAGEM

Texto que relata acontecimentos, baseado em fatos e dados observados ou verificados diretamente pelo jornalista ou obtidos pelo acesso a fontes jornalísticas reconhecidas e confiáveis.

Bolsonaro deve assinar até sexta medida que renova auxílio por 3 meses

Carla Araújo

Jornalista formada em 2003 pela FIAM, com pós-graduação na Fundação Cásper Líbero e MBA em finanças, começou a carreira repórter de agronegócio e colaborou com revistas segmentadas. Na Agência Estado/Broadcast foi repórter de tempo real por dez anos em São Paulo e também em Brasília, desde 2015. Foi pelo grupo Estado que cobriu o impeachment da presidente Dilma Rousseff. No Valor Econômico, acompanhou como setorista do Palácio do Planalto o fim do governo Michel Temer e a chegada de Jair Bolsonaro à Presidência.

Do UOL, em Brasília

23/06/2021 12h34

O presidente Jair Bolsonaro deve assinar ainda nesta semana a Medida Provisória (MP) que vai permitir a renovação do auxílio emergencial por mais três meses.

Os moldes da nova rodada do auxílio, segundo fontes ouvidas pela coluna, devem seguir o modelo atual de parcelas que variam de R$ 150 a R$ 375.

Em uma reunião no Palácio do Planalto, nesta quarta-feira (23), o presidente Jair Bolsonaro pediu aos ministros da Economia, Paulo Guedes, e da Cidadania, João Roma, que os detalhes finais da prorrogação sejam concluídos ainda essa semana. O presidente quer assinar até sexta-feira a medida.

Segundo um auxiliar do presidente, a área econômica já teria equalizado as questões para permitir as três novas parcelas de auxílio e que, caso a medida não seja assinada até sexta-feira, "sairá no máximo na próxima semana".

A rodada do auxílio em vigor começou a ser paga em abril e está prevista para durar até o fim de julho. A ideia do governo é estender o benefício nos meses de agosto, setembro e outubro. A partir daí, a expectativa é a de lançar a reformulação do programa Bolsa Família.

Novo Bolsa Família

A equipe econômica e o ministro João Roma já estão trabalhando na reformulação do novo Bolsa Família e terão esses meses a mais de concessão do auxílio justamente para fechar os moldes do novo programa.

Ao lançar o novo Bolsa Família, no fim do ano, Bolsonaro quer ter uma marca social para chamar de sua, obviamente, pensando também no processo eleitoral de 2022. O atual Bolsa Família foi criado pelo ex-presidente Lula, principal opositor do presidente.
A ordem de Bolsonaro é buscar um programa que possa ter a marca de uma "renda básica perene", com valores flexíveis. O presidente tem defendido que o valor mínimo seja de até R$ 300.

Apesar disso, fontes envolvidas nos estudos afirmam que como haverá a fusão de benefícios e a possibilidade de criar outras categorias como auxílio creche de R$ 250 e o pagamento de uma bonificação, em parcela única de R$ 200, para bons estudantes, o valor médio do benefício será variável.

Em alguns casos, de acordo com fontes do governo, há cálculos que famílias poderão receber cerca de até R$ 1.000.