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Carla Araújo

REPORTAGEM

Texto que relata acontecimentos, baseado em fatos e dados observados ou verificados diretamente pelo jornalista ou obtidos pelo acesso a fontes jornalísticas reconhecidas e confiáveis.

Ramos deve dizer à PF que indicou servidor que acompanhou Bolsonaro na live

18 ago. 2021 - Ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Luiz Eduardo Ramos, presta esclarecimentos em Audiência Pública na Câmara dos Deputados, em Brasília - Reila Maria/Câmara dos Deputados
18 ago. 2021 - Ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Luiz Eduardo Ramos, presta esclarecimentos em Audiência Pública na Câmara dos Deputados, em Brasília Imagem: Reila Maria/Câmara dos Deputados
Carla Araújo

Jornalista formada em 2003 pela FIAM, com pós-graduação na Fundação Cásper Líbero e MBA em finanças, começou a carreira repórter de agronegócio e colaborou com revistas segmentadas. Na Agência Estado/Broadcast foi repórter de tempo real por dez anos em São Paulo e também em Brasília, desde 2015. Foi pelo grupo Estado que cobriu o impeachment da presidente Dilma Rousseff. No Valor Econômico, acompanhou como setorista do Palácio do Planalto o fim do governo Michel Temer e a chegada de Jair Bolsonaro à Presidência.

Do UOL, em Brasília

26/08/2021 17h28

O ministro da Secretaria Geral da Presidência, Luiz Eduardo Ramos, vai depor à Polícia Federal na próxima segunda-feira (30) no âmbito do inquérito das fake news em curso no STF (Supremo Tribunal Federal). O depoimento será tomado no gabinete no ministro, no quarto andar do Palácio do Planalto.

Segundo apurou a coluna, o ministro deve dizer aos policiais que foi ele quem indicou o coronel da reserva Eduardo Gomes da Silva para participar da live com o presidente Jair Bolsonaro em que ambos fizerem ataques às urnas eletrônicas.

No último dia 18, o ministro participou de audiência na Comissão de Fiscalização Financeira e Controle da Câmara e falou sobre a live e também da sua ligação com o coronel.

Na live, que Bolsonaro admitiu não ter provas de fraude, o coronel Eduardo foi apresentado pelo presidente apenas como "o analista de inteligência Eduardo".

Ramos foi questionado pelos deputados se confiava no sistema eletrônico e afirmou: "confio, mas acho que o sistema pode ser aperfeiçoado".

O ministro disse ainda que na live foram apresentados "vários indícios e suspeitas", mas também admitiu não ter prova de fraude. "Eu não tenho prova de fraude", disse.

'Funcionário antigo'

O coronel Eduardo trabalhava com Ramos no Planalto desde 2020. Foi secretário-especial-adjunto da Secretaria Especial de Relações Institucionais e depois se tornou assessor especial no gabinete de Ramos.

Após a live, o coronel foi nomeado pelo presidente para a Secretaria Especial de Modernização do Estado (Seme).

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