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Dólar cai a R$ 4,994, fechando abaixo de R$ 5 após quase 1 mês; Bolsa sobe

O dólar emendou hoje sua quarta queda seguida, esta de 0,46%, e terminou a terça-feira (24) vendido a R$ 4,994 — voltando a ficar abaixo de R$ 5 após quase um mês. É o menor valor de fechamento desde 26 de setembro, quando a moeda americana chegou aos R$ 4,987.

Já o Ibovespa subiu 0,87%, chegando aos 113.761,90 pontos. O desempenho interrompe uma sequência de cinco baixas consecutivas no principal índice da Bolsa de Valores brasileira (B3).

O valor do dólar divulgado diariamente pela imprensa, inclusive o UOL, refere-se ao dólar comercial (saiba mais clicando aqui). Para quem vai viajar e precisa comprar moeda em corretoras de câmbio, a referência é o dólar turismo, e o valor é bem mais alto.

O que aconteceu

"Adiamento" da invasão de Gaza ajudou a segurar o dólar. Hideaki Iha, operador da Fair Corretora, explicou à Reuters que o recuo da moeda americana está "muito ligado ao movimento político" da guerra entre Israel e Hamas, uma vez que "os países estão conseguindo adiar a invasão [por terra] que Israel está prometendo".

Libertação de reféns também contribui para levar alívio ao mercado. Ontem (23), o Hamas anunciou a soltura de mais duas reféns israelenses, em operação que envolveu a mediação de Qatar e Egito. As prisioneiras foram identificadas como Nurit Yitzhak e Yochved Lifschitz e têm 79 e 85 anos, respectivamente.

Investidores aguardam a reunião de política monetária do Fed. É consenso no mercado que o Fed (Federal Reserve, o Banco Central americano) vai decidir pela manutenção da taxa básica de juros. Paralelamente, porém, têm crescido os temores de que os juros voltem a subir em dezembro, deixando os custos dos empréstimos em patamares elevados por mais tempo.

Segue a expectativa pela divulgação de dados importantes nos EUA. Especialistas acreditam que a queda do dólar é um movimento de ajuste antes da publicação do PIB (Produto Interno Bruto) dos Estados Unidos amanhã (25) e do índice de preços de despesas para consumo pessoal (PCE, na sigla em inglês) na sexta (27). A depender dos dados, a moeda americana pode voltar a subir nos próximos dias.

Alta do Ibovespa foi puxada por desempenho das commodities. A alta do minério de ferro e a queda do petróleo favoreceram ações de empresas como Vale, Petrobras e aéreas, que têm grande peso na B3. "É por isso que a Gol está entre as maiores altas do índice", diz ao UOL Fabio Louzada, economista e fundador da Eu me banco.

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O dia foi mais otimista, com altas em ações de peso do Ibovespa. A valorização do minério de ferro impulsiona ações do setor para cima. Com isso, além da Vale, temos altas de Usiminas e CSN Mineração. Lá fora, no mercado externo, as Bolsas americanas também se recuperam de quedas recentes.
Fabio Louzada, economista e fundador da Eu me banco

(*Com Reuters)

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