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País cria 35,6 mil vagas com carteira em fevereiro, após 22 meses de queda

Do UOL, em São Paulo

  • Marcos Santos/USP Imagens

Após 22 meses seguidos de resultado negativo, o Brasil voltou a criar vagas de emprego com carteira em fevereiro, de acordo com dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) divulgados nesta quinta-feira (16).

No mês passado, foram criadas 35.612 vagas formais. A última vez em que o país havia registrado resultado positivo foi em março de 2015, quando criou 19.282 empregos com carteira.

O número de empregos criados é o saldo, ou seja, o total de contratações menos o de demissões no período. Em fevereiro, foram 1.250.831 contratações e 1.215.219 demissões, resultando na abertura de 35,6 mil vagas.

Total de trabalhadores com carteira

O total de trabalhadores com carteira assinada no Brasil caiu para 38,3 milhões em fevereiro. No mesmo mês de 2016, o número de empregados formais era de 39,6 milhões.

Anúncio em coletiva

Diferentemente dos últimos meses --quando os dados eram divulgados somente por meio da página do Ministério do Trabalho na internet--, o resultado de fevereiro foi anunciado em coletiva de imprensa pelo presidente Michel Temer e pelo ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira, no Palácio do Planalto, em meio ao um momento político conturbado. 

Na última terça-feira (14), o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, encaminhou ao STF (Supremo Tribunal Federal) o pedido de abertura de 83 inquéritos para investigar políticos com foro privilegiado citados nas delações da Odebrecht feitas no âmbito da Operação Lava Jato. 

Em seu discurso, Temer afirmou ter certeza que a inflação fechará o ano abaixo do centro da meta de 4,5% e também afirmou que o Congresso Nacional continuará apoiando as medidas de seu governo.

Serviços lideram contratações

Dos oito setores da economia pesquisados, cinco registraram saldo positivo de contratações, com o setor de serviços na ponta, e três tiveram saldo negativo. Confira o desempenho de cada um:

  • Serviços: +50.613
  • Administração pública: +8.280
  • Agropecuária: + 6.201
  • Indústria de transformação: +3.949
  • Serviços industriais de utilidade pública: +1.108
  • Comércio: -21.194
  • Construção civil: -12.857
  • Extrativa mineral: -488

IBGE faz pesquisa diferente

Os dados divulgados nesta quinta-feira pelo Ministério do Trabalho consideram apenas os empregos com carteira assinada.

Existem outros números sobre desemprego apresentados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), que são mais amplos, pois levam em conta todos os trabalhadores, com e sem carteira.

A última Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) Contínua registrou que o Brasil tinha 12,9 milhões de desempregados no trimestre de novembro a janeiro.

(Com Reuters) 

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