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Finanças pessoais

Bolsa emenda 3º mês de alta, mas não salva o semestre; ouro e dólar avançam

João José Oliveira

do UOL, em São Paulo

30/06/2020 17h43

Resumo da notícia

  • Ibovespa sobe 8,76% em junho, mas no semestre acumula perda de 17,8%
  • Dólar e ouro voltam a subir em junho, fechando semestre no topo dos maiores ganhos
  • Renda fixa segue achatada pelos juros baixos, afetando ganhos da poupança

O Ibovespa, principal índice do mercado de ações do Brasil, subiu 8,76% em junho e emendou o terceiro mês seguido de ganhos. Essa sequência, porém, não foi suficiente para compensar as fortes perdas registradas entre janeiro e março. Assim, a Bolsa encerrou o primeiro semestre ainda no vermelho, com uma perda de 17,8%, em um período marcado pelas preocupações dos investidores com a crise econômica provocada pelo novo coronavírus.

O ouro e o dólar voltaram a subir em junho, após breve pausa de ganhos ocorrida em maio. Ao longo do semestre, a busca dos aplicadores por ativos considerados formas de proteção em tempos de incertezas alimentou a valorização da moeda americana e do metal. Ouro e dólar subiram em cinco dos seis primeiros meses do ano, encerrando o semestre com altas acumuladas de 52,9% e 35,6%, respectivamente.

As aplicações atreladas ao CDI, que segue a taxa básica de juros, a Selic, caso da poupança, seguiram rendendo perto de zero, quase perdendo da inflação. Veja abaixo as variações obtidas por alguns dos principais ativos do mercado financeiro brasileiro.

Especialistas divergem sobre segundo semestre

Para profissionais de mercado, o ambiente de incertezas vai continuar predominando entre os investidores no segundo semestre de 2020. Não há consenso sobre o impacto desse ambiente de dúvidas sobre os investimentos.

Para alguns especialistas, o segundo semestre será tão volátil para os mercados como foi o primeiro semestre. "Veremos nos balanços das empresas os efeitos econômicos dos problemas que tivemos no primeiro semestre", disse o CEO da Avenue, corretora de valores e plataforma de investimentos com sede em Miami (EUA), Roberto Lee.

Por isso, afirma Lee, a demanda por ativos de segurança, em especial ligados à economia americana, devem continuar fortes. "As pessoas vão continuar a buscar segurança, e o dólar pode se valorizar ainda mais", afirmou.

Para outra ala do mercado, os investimentos de risco, como ações, têm espaço para receber recursos mesmo em um ambiente de incertezas. Isso porque há muito dinheiro circulando, e os juros estão muito baixos em todo o mundo.

"O mercado vai continuar olhando com atenção se vem uma segunda onda da pandemia, mas também se surge uma vacina", afirmou o CEO da plataforma de investimentos Warren Brasil, Tito Gusmão. "Mas com a grande quantidade de dinheiro injetado na economia, com taxa zero de juros e uma expectativa de retomada da economia, eu vejo o mercado mais otimista", disse ele.

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