Só para assinantesAssine UOL
Reportagem

Com nova Selic, qual é o investimento de baixo risco que mais rende hoje?

Depois que o Banco Central reduziu a taxa básica de juros, a Selic, para 12,25% ao ano, quais são os investimentos de baixo risco que geram mais dinheiro para o investidor? Veja abaixo.

Para resgatar a qualquer momento

Entre os investimentos com liquidez diária, ou seja, que podem ser resgatados a qualquer momento sem prejuízo, o mais rentável que encontrei foi o CDB do Banco Pine, disponível na corretora com o mesmo nome.

Esse título está com uma rentabilidade de 112% do CDI. Isso significa hoje, considerando o atual patamar da taxa Selic, um ganho de 10,5% ao ano, já descontado o Imposto de Renda. Se descontarmos uma inflação teórica de 4% ao ano, o ganho real fica sendo de 6,3% ao ano.

Assim, para um investimento de R$ 1.000, o lucro ficaria em R$ 105, dos quais R$ 43 seriam apenas a reposição da inflação. Descontada a inflação, o ganho real ficaria em R$ 63 em um ano.

Para longo prazo

Entre os investimentos de longo prazo, existem os prefixados, os pós-fixados e os híbridos.

Prefixados

Prefixados são aqueles cuja rentabilidade exata a gente já conhece antes de investir. O mais rentável que encontrei nessa categoria foi um CDB do banco Master, à disposição nas corretoras Rico e Genial.

Tal CDB está com uma rentabilidade bruta de 14% ao ano, que, descontando o IR, dá 11,9% ao ano. Se considerarmos uma inflação de 4%, a rentabilidade real ficaria em 7,6% ao ano. Para um investimento de R$ 1.000, o lucro líquido seria de R$ 119 no primeiro ano sem descontar a inflação e de R$ 76 descontando-a.

Continua após a publicidade

Pós-fixados

Os pós-fixados são os investimentos cuja rentabilidade é vinculada a um indicador financeiro, em geral o CDI. Nessa categoria, o mais rentável que encontrei foi um CDB do Banco Master, oferecido pela corretora XP, com rentabilidade de 126% do CDI. Isso dá um rendimento bruto de 15,3% ao ano, ou, descontando o IR, de 13,01% ao ano. Trata-se de uma rentabilidade ligeira acima de 1% ao mês.

Se considerarmos uma inflação de 4% ao ano, a rentabilidade real fica em 8,22% ao ano. Com isso, um investimento de R$ 1.000 teria um rendimento líquido de R$ 125 no primeiro ano, sem descontar a inflação, e de R$ 82, descontando-a.

Híbridos

Finalmente, os investimentos híbridos são aqueles que corrigem o valor pela inflação (medida pelo IPCA, principal indicador de preços do país) e além disso, acrescentam uma taxa de juros.

Nesse grupo, o mais rentável que achei foi um CDB também do banco Master. Ele está disponível na corretora do Bradesco (que se chama Ágora), além da XP e da Nova Futura.

Continua após a publicidade

Esse CDB rende IPCA mais 7,75% ao ano. Aqui também considerando uma inflação de 4% ao ano, a rentabilidade bruta ficaria em 12,06% ao ano. Descontando o IR, ficaria em 10,25% ao ano e descontando a inflação cairia para 6,01% ao ano. Um investimento de R$ 1.000 renderia, nesse cenário, R$ 103 no primeiro, sem descontar a inflação, e R$ 60 descontando-a.

O famoso 1% ao mês

Ainda dá para ganhar 1% ao mês? Dá, mas é cada vez mais raro.

Entre todas essas opções, a que chega mais perto de uma rentabilidade de 1% ao mês é o CDB pós-fixado do Banco Master à disposição na XP. Ele rende 1,02% ao mês, já descontando o IR.

Trata-se, sim, de uma rentabilidade alta, mas é importante você saber que esse investimento acompanha a taxa Selic. Isso porque ele rende 126% do CDI, que acompanha a taxa básica de juros. Portanto, se a Selic continuar diminuindo nos próximos meses, o que é provável, a rentabilidade desse título (e de todos os investimentos pós-fixados), vai cair um pouco.

Alguma dúvida?

Tendo alguma dúvida sobre investimentos, me siga no Instagram e envie uma mensagem por lá. Sua pergunta poderá ser respondida em breve nesta coluna.

Reportagem

Texto que relata acontecimentos, baseado em fatos e dados observados ou verificados diretamente pelo jornalista ou obtidos pelo acesso a fontes jornalísticas reconhecidas e confiáveis.

Este material não é um relatório de análise, recomendação de investimento ou oferta de valor mobiliário. Este conteúdo é de responsabilidade do corpo jornalístico do UOL Economia, que possui liberdade editorial. Quaisquer opiniões de especialistas credenciados eventualmente utilizadas como amparo à matéria refletem exclusivamente as opiniões pessoais desses especialistas e foram elaboradas de forma independente do Universo Online S.A.. Este material tem objetivo informativo e não tem a finalidade de assegurar a existência de garantia de resultados futuros ou a isenção de riscos. Os produtos de investimentos mencionados podem não ser adequados para todos os perfis de investidores, sendo importante o preenchimento do questionário de suitability para identificação de produtos adequados ao seu perfil, bem como a consulta de especialistas de confiança antes de qualquer investimento. Rentabilidade passada não representa garantia de rentabilidade futura e não está isenta de tributação. A rentabilidade de produtos financeiros pode apresentar variações e seu preço pode aumentar ou diminuir, a depender de condições de mercado, podendo resultar em perdas. O Universo Online S.A. se exime de toda e qualquer responsabilidade por eventuais prejuízos que venham a decorrer da utilização deste material.

Veja também

Deixe seu comentário

Só para assinantes