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Quer investir com segurança? Veja os 3 tipos de aplicações de baixo risco

Quem é que nunca se confundiu diante de um bocado de ofertas de investimento que são apresentadas pelo banco ou pela corretora?

Existem a poupança, o Tesouro Direto, o CDB, a LCA e a LCI, além dos fundos de renda fixa.

E dentro do Tesouro Direto existem, hoje, 35 títulos diferentes, ou seja, 35 possibilidades de investimento para você ter que escolher.

Quanto aos CDBs, LCAs e LCIs, então, nem se fala. Cada banco emite diversos CDBs, cada um podendo se diferenciar do outro em termos de taxa de rentabilidade, tipo de rentabilidade e prazo, entre outras características. O mesmo ocorre com as LCAs e LCIs.

Diante de tudo isso, então, como se faz para saber qual é o melhor investimento?

A forma mais fácil e segura de tomar essa decisão é sabendo que existem somente três tipos diferentes de investimento seguro: os prefixados, os pós-fixados e os híbridos.

Tudo fica muito mais fácil quando você tem clareza disso.

Os investimentos prefixados

A diferença entre os investimentos prefixados, pós-fixados e os híbridos está na forma como a rentabilidade deles é calculada.

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Por motivos unicamente didáticos, vamos começar pelos prefixados.

Os investimentos prefixados são aqueles cuja rentabilidade exata você já conhece antes mesmo de investir.

Por exemplo, existe um tipo de título do Tesouro Direto que se chama Tesouro Prefixado. Antes de você investir nele, você sabe exatamente quanto vai ganhar se aplicar o seu dinheiro.

No site do Tesouro Direto, está escrito que o Tesouro Prefixado com vencimento em 2026 está com uma rentabilidade de 9,81% ao ano. Sendo assim, se você investir nele e não resgatar antes do vencimento, terá exatamente esse ganho, menos o Imposto de Renda.

Existem também CDBs, LCAs e LCIs prefixadas. Antes de você aplicar, já sabe quanto vai ganhar.

O risco desse tipo de investimento é o de a inflação subir muito. Se a inflação ficar em 15% ao ano, enquanto o título no qual você investiu paga 10% ao ano, seu dinheiro perderá poder de compra.

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Os pós-fixados

Os investimentos pós-fixados são aqueles cuja rentabilidade é atrelada a um índice do mercado.

Por exemplo, o Tesouro Selic, que é um dos títulos do Tesouro Direto, acompanha a taxa básica de juros da economia, a taxa Selic.

Hoje, a taxa Selic está em 11,75% ao ano. Logo, a rentabilidade do Tesouro Selic está em, aproximadamente, 11,75% ao ano, menos o IR.

Se você investir hoje no Tesouro Selic, e daqui a algumas semanas o Banco Central reduzir a taxa Selic, a rentabilidade do seu investimento cairá.

Percebe que, dessa maneira, você não sabe quanto o seu dinheiro vai render? Sabe apenas que o rendimento vai variar conforme o que acontecer com a taxa Selic.

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Mas perceba também que, apesar de você não saber ao certo quanto ganhará, ele acaba sendo mais seguro do que o prefixado, em termos de proteção contra a inflação.

Quando a inflação sobe muito, o Banco Central costuma aumentar a taxa Selic, elevando ao mesmo tempo, como consequência, os rendimentos dos investimentos pós-fixados.

Além do Tesouro Selic, existem CDBs, LCAs e LCIs pós-fixadas. A diferença é que esses títulos não usam a taxa Selic como indicador de referência, e sim o CDI. Mas, na prática, a lógica é a mesma, pois o CDI sobe e desce na mesma proporção quando a taxa Selic aumenta ou diminui.

Os híbridos

Existe um tipo de investimento que combina uma taxa prefixada com outra pós-fixada ao mesmo tempo. São os chamados investimentos híbridos.

Um exemplo é um título do Tesouro Direto chamado Tesouro IPCA. A rentabilidade desse papel é de IPCA mais 5,5% ao ano, aproximadamente. Ou seja, esse título paga uma taxa prefixada de 5,5% ao ano e, além disso, paga também o IPCA, que é um indicador de inflação. Se a inflação ficar em 10% ao ano, esse título vai render cerca de 15% ao ano, menos o IR.

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Note que uma parte da rentabilidade é definida antes de você investir. Esses 5,5% ao ano não mudarão depois que você fizer a aplicação.

Já a outra parte da rentabilidade é o IPCA, ou seja, a inflação. Não é possível prever qual será a inflação; logo, o IPCA é a parte pós-fixada desse investimento.

Além do Tesouro IPCA, existem CDBs, LCAs e LCIs vinculados ao IPCA.

A grande vantagem do investimento híbrido é que ele protege da inflação e, ao mesmo tempo, dá alguma previsibilidade do investimento por ter também uma taxa prefixada.

Certo, mas qual é o melhor?

Uma vez que você conhece conceitualmente a diferença entre esses tipos de investimento, como saber qual é o melhor?

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Isso vai depender de qual é a sua necessidade. Se o objetivo for deixar montar uma reserva para situações de emergência, o ideal é deixar o dinheiro em uma aplicação pós-fixada com liquidez diária (ou seja, que permita resgatar o dinheiro a qualquer momento).

Entre os três tipos de investimento seguro, o pós-fixado com liquidez diária é o único que permite sacar o valor antes da data de vencimento praticamente sem risco de prejuízo.

Na verdade, o pós-fixado com liquidez diária serve não só para reserva de emergência, como também em qualquer situação em que você não saiba quando vai precisar resgatar o valor.

Já quando você tem certeza de que pode deixar o dinheiro aplicado por um período específico, o ideal é dividir o dinheiro entre os três tipos.

Por exemplo, se você pode deixar o dinheiro aplicado por dois anos e quer correr o menor risco possível, basta colocar um terço do valor em um título pós-fixado, um terço em um prefixado e o restante em uma aplicação híbrida. Assim, as vantagens de um tipo de investimento compensarão as desvantagens de outro, e a sua rentabilidade será a média entre a desses três tipos de investimento.

Resumindo

Para resumir a história, antes de se perguntar se um determinado CDB é melhor do que uma LCI, pergunte-se primeiro se você precisa de um investimento prefixado, pós-fixado ou híbrido.

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Se você não souber quando precisará resgatar, você precisa de um pós-fixado com liquidez diária. Se sabe que consegue manter o valor aplicado por um certo período, diga ao seu gerente ou assessor que quer dividir o dinheiro entre aplicações prefixadas, pós-fixadas e híbridas, e peça para ele informar quais são as aplicações mais rentáveis que ele pode oferecer em cada um desses três grupos.

Alguma dúvida?

Tendo alguma dúvida sobre investimentos, me siga no Instagram e envie uma mensagem por lá. Sua pergunta poderá ser respondida em breve nesta coluna.

Reportagem

Texto que relata acontecimentos, baseado em fatos e dados observados ou verificados diretamente pelo jornalista ou obtidos pelo acesso a fontes jornalísticas reconhecidas e confiáveis.

Este material não é um relatório de análise, recomendação de investimento ou oferta de valor mobiliário. Este conteúdo é de responsabilidade do corpo jornalístico do UOL Economia, que possui liberdade editorial. Quaisquer opiniões de especialistas credenciados eventualmente utilizadas como amparo à matéria refletem exclusivamente as opiniões pessoais desses especialistas e foram elaboradas de forma independente do Universo Online S.A.. Este material tem objetivo informativo e não tem a finalidade de assegurar a existência de garantia de resultados futuros ou a isenção de riscos. Os produtos de investimentos mencionados podem não ser adequados para todos os perfis de investidores, sendo importante o preenchimento do questionário de suitability para identificação de produtos adequados ao seu perfil, bem como a consulta de especialistas de confiança antes de qualquer investimento. Rentabilidade passada não representa garantia de rentabilidade futura e não está isenta de tributação. A rentabilidade de produtos financeiros pode apresentar variações e seu preço pode aumentar ou diminuir, a depender de condições de mercado, podendo resultar em perdas. O Universo Online S.A. se exime de toda e qualquer responsabilidade por eventuais prejuízos que venham a decorrer da utilização deste material.

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