PUBLICIDADE
IPCA
1,06 Abr.2022
Topo

Bolsas operam em queda, com sinais de mais juros nos EUA e na Europa

Bolsa da China fechou em queda de 5,13% - Getty Images
Bolsa da China fechou em queda de 5,13% Imagem: Getty Images

Rafael Bevilacqua

25/04/2022 09h31

Esta é a versão online da edição de hoje da newsletter Por Dentro da Bolsa. Para assinar este e outros boletins e recebê-los diretamente no seu email, cadastre-se aqui.

As principais Bolsas de Valores do planeta operam em forte queda nesta segunda-feira (25), com investidores digerindo a mudança de postura do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) e do Banco Central Europeu (BCE).

Nos Estados Unidos, Jerome Powell, presidente do Fed, disse na última quinta-feira (21) que uma elevação em 0,5 ponto percentual dos juros na próxima reunião de política monetária "está na mesa".

A fala de Powell revela que os dirigentes do banco central norte-americano estão inclinados a adotar uma postura mais dura no combate à inflação, podendo elevar os juros ao patamar acima do considerado neutro —aquele que permite o crescimento econômico sem resultar na disparada da inflação.

Além disso, a presidente do BCE, Christine Lagarde, afirmou na última sexta-feira (22) que há um "forte risco" de alta dos juros na zona do euro ainda em 2022. Segundo Lagarde, o programa de compra de bônus do BCE deve ser encerrado no início do terceiro trimestre, o que abriria caminho para o início de um ciclo de alta dos juros no bloco.

Diante da perspectiva de alta dos juros nos EUA e na Europa, investidores adotam uma postura mais cautelosa, fugindo de ativos que oferecem risco mais alto, como as ações, em direção a ativos mais defensivos, como as opções em renda fixa.

Por fim, as Bolsas de Valores da Ásia fecharam em forte queda, contaminadas ainda pela crise vivida pela China.

A economia do gigante asiático tem dado sinais de desaceleração recentemente, especialmente após a crise do setor imobiliário chinês ter sido exposta pelo colapso da incorporadora Evergrande.

Além disso, a China enfrenta um novo surto de covid-19, que tem forçado o governo a declarar novos lockdowns em diversas regiões do país, desacelerando ainda mais a atividade econômica local.

Diante dessa notícia, os preços do petróleo e do minério de ferro recuam no mercado internacional, criando uma perspectiva negativa para empresas como Petrobras (PETR4) e Vale (VALE3).

O índice Xangai Composite, o principal índice de ações da Bolsa de Xangai, fechou em queda de 5,13% nesta segunda-feira, aos 2.928,51 pontos.

Leia no 'Investigando o Mercado' (exclusivo para assinantes do UOL Investimentos): informações sobre a venda dos ativos móveis da Oi para as concorrentes TIM, Claro e Vivo.

Um abraço,

Rafael Bevilacqua
Estrategista-chefe e sócio-fundador da Levante

Queremos ouvir você

Tem alguma dúvida ou sugestão sobre investimentos? Mande sua pergunta para uoleconomiafinancas@uol.com.br.

Este material foi elaborado exclusivamente pela Levante Ideias e pelo estrategista-chefe e sócio-fundador Rafael Bevilacqua (sem qualquer participação do Grupo UOL) e tem como objetivo fornecer informações que possam auxiliar o investidor a tomar decisão de investimento, não constituindo qualquer tipo de oferta de valor mobiliário ou promessa de retorno financeiro e/ou isenção de risco . Os valores mobiliários discutidos neste material podem não ser adequados para todos os perfis de investidores que, antes de qualquer decisão, deverão realizar o processo de suitability para a identificação dos produtos adequados ao seu perfil de risco. Os investidores que desejem adquirir ou negociar os valores mobiliários cobertos por este material devem obter informações pertinentes para formar a sua própria decisão de investimento. A rentabilidade de produtos financeiros pode apresentar variações e seu preço pode aumentar ou diminuir, podendo resultar em significativas perdas patrimoniais. Os desempenhos anteriores não são indicativos de resultados futuros.