PUBLICIDADE
IPCA
1,06 Abr.2022
Topo

Gol oscila na Bolsa após acordo com Avianca; o que fazer com a ação?

Divulgação
Imagem: Divulgação
Conteúdo exclusivo para assinantes

Lílian Cunha

Colaboração para o UOL, em São Paulo

11/05/2022 14h35

Com uma desvalorização acumulada de 33% no ano, nesta quarta-feira (11) as ações da Gol (GOLL4) operam em sobe e desce depois de a companhia anunciar que vai criar uma empresa junto com a colombiana Avianca. A nova companhia controlará as duas áreas e se chamará Abra. Após o anúncio do novo negócio, que ainda depende de aprovação, as ações da Gol subiam 2,13%, chegando a R$ 13,44 cada por volta das 13h20 (horário de Brasília). Mas às 14h o cenário foi invertido: os papéis caíam 0,23%, a R$ 13,13.

Veja abaixo mais detalhes sobre o acordo da Gol e da Avianca, perspectivas para o setor aéreo, e se vale investir em ações da Gol — de acordo com especialistas consultados pelo UOL.

A Gol (GOLL4) é a maior companhia aérea do Brasil e a Avianca — que não tem ligação direta com a Avianca Brasil, que pediu falência em 2020 — é um dos maiores grupos sul-americanos de aviação, com operações na Colômbia, Equador e El Salvador e rotas para América do Norte, Europa e América Central.

Para o mercado, a formação da nova empresa é positiva, uma vez que a Avianca tem participações na Viva, aérea colombiana, e na Sky, companhia chilena — o que pode permitir que a Gol amplie a sua malha de voos na América Latina.

"A fusão proporcionará escala à operação atual da Gol, o que pode reverberar na melhora da sua eficiência em custos", diz Ilan Arbetman, analista da Ativa Investimentos. Além disso, segundo ele, a criação da holding concentrará as dívidas das empresas, o que pode melhorar a situação financeira de ambas por meio de melhores condições de refinanciamento.

É hora de comprar ações da Gol?

A Gol vale atualmente menos de 40% do que valia no período pré-pandemia. Mas devido ao negócio com a Avianca e o acordo com a American Airlines, a Ativa mantém a recomendação neutra para Gol, na espera de maiores esclarecimentos sobre o acordo. Ou seja, se você tem ação, não venda. Se não tem, não compre.

Marcio Loréga, analista-chefe do PagBank, afirma que as autoridades reguladoras ainda vão precisar aprovar o negócio e isso pode acarretar alguns problemas. "As duas empresas combinadas não podem ter acordos comerciais com áreas americanas", declara.

Além disso, a guerra na Ucrânia e a alta do petróleo internacionalmente continuam afetando negativamente o setor. Por isso, o PagBank não tem mais sugestão de compra e está revisando a recomendação para o ativo.

Como ficam as ações da rival Azul (AZUL4)?

"Não vemos grande impacto para Azul (AZUL4), uma vez que a aérea concentra a sua operação de forma regional no Brasil e não tem, no momento, interesse em expandir sua atuação além das fronteiras domésticas", diz Arbetman, abrindo mão das suas vantagens competitivas.

Mas para a Latam, que atua no mercado internacional, a competição aumenta. A Latam negocia um plano de recuperação judicial na corte americana.

Este material é exclusivamente informativo, e não recomendação de investimento. Aplicações de risco estão sujeitas a perdas. Rentabilidade do passado não garante rentabilidade futura.